A Justiça do Rio Grande do Sul ordenou que o Flamengo deposite R$ 16.805.220,36 – valor equivalente a 10% da transferência de Wesley para a Roma – em até 21 de janeiro de 2026.
A decisão atende a uma ação movida pela Massa Falida do Clube Atlético Tubarão, de Santa Catarina, que reivindica participação na venda do lateral-direito por ter sido um dos clubes formadores do atleta.
Como se chegou à cobrança
No fim de 2025, o juiz Gilberto Schafer autorizou o envio de carta precatória ao Flamengo, exigindo o depósito da quantia. O documento foi remetido ao Rio de Janeiro na última sexta-feira e aguarda análise na 5ª Vara Cível da Regional da Leopoldina, que solicitou documentos adicionais para efetivar a citação do clube carioca.
Apesar do trâmite na capital fluminense, o prazo fixado pela Justiça gaúcha para cumprimento da ordem vence nesta quarta-feira (21). Um oficial de Justiça já foi designado para intimar o Flamengo e cobrar o depósito judicial.
Venda milionária à Roma
Wesley foi negociado em julho de 2025 por 25 milhões de euros (cerca de R$ 161,4 milhões) em valores fixos, com possibilidade de mais 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 32,2 milhões) em bônus por metas. O montante agora em disputa corresponde a 10% da parte fixa da transação.
Imagem: Reprodução
Disputa interna no Tubarão
A ação envolve dois polos do clube catarinense: a Massa Falida e a SAF do Tubarão, que discutem quem tem direito ao crédito. Além dos 10% previstos contratualmente, o processo também aborda 0,92% do mecanismo de solidariedade da Fifa pelo período em que Wesley atuou nas categorias de base do Tubarão entre 2019 e 2021.
O Flamengo ainda não se manifestou publicamente sobre a intimação judicial.









































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