Uma semana depois de assumir o comando do São Paulo, Harry Massis Júnior recebeu jornalistas no CT da Barra Funda para expor a situação do clube e os primeiros passos da nova gestão. Sem recursos em caixa, com direitos de imagem atrasados e patrocinadores afastados, o dirigente afirmou que o Tricolor “está na UTI” e que a prioridade é estabilizar as finanças até dezembro, quando termina o mandato deixado por Julio Casares.
Finanças no vermelho
Massis relatou um passivo financeiro considerado sufocante, resultado de “erros acumulados” em administrações anteriores. A missão imediata, disse, é parcelar atrasados, evitar novas dívidas e renegociar compromissos com atletas e fornecedores.
Blindagem do elenco
Para impedir que a crise chegue ao vestiário, o presidente conversou com os capitães Calleri e Rafael e reafirmou a permanência do técnico Hernán Crespo. O treinador já expressou desejo de ampliar o elenco, mas a falta de verba limita contratações.
Aposta na base
Com a equipe sub-20 na final da Copa São Paulo de Juniores, Massis aposta em maior utilização dos jovens formados em Cotia como alternativa à escassez financeira. “Garotos pedindo passagem” foi a expressão usada pelo cartola.
Crise política e investigações
A renúncia de Julio Casares ocorreu horas depois de operação da Polícia Civil que teve como alvos Mara Casares e Douglas Schwartzmann, ex-dirigentes do clube, investigados por suposto esquema de venda irregular de camarotes no Morumbi. Massis afirmou ter estranhado a demora do São Paulo para se declarar vítima no caso e prometeu total colaboração com as autoridades, além da contratação de uma auditoria externa independente.
Imagem: Reprodução
Discurso de transição
O presidente nega intenção de concorrer na próxima eleição, diz não enxergar “oposição nem situação” e prega união interna para superar a crise. Apesar de rejeitar o rótulo de político, cumprimentou repórteres um a um e buscou criar clima de proximidade na coletiva.
Meta esportiva
Com apenas quatro pontos em cinco partidas do Campeonato Paulista, o dirigente garantiu que o clube não será rebaixado e que avançará ao mata-mata. Segundo ele, tem “faltado sorte”, citando o empate cedido ao Corinthians aos 44 minutos do segundo tempo. A retomada do Morumbis como fortaleza é vista como fundamental depois da derrota para a Portuguesa.
O próximo compromisso da equipe é o clássico contra o Palmeiras, neste sábado (24), às 18h30, fora de casa, oportunidade que Massis considera crucial para afastar a pressão.









































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