São José (EUA) – A NFL pretende abrir, nos próximos meses, conversas para rever seus contratos de transmissão e streaming, avaliados em mais de US$ 110 bilhões e válidos até o início da década de 2030.
Recordes impulsionam ofensiva
A decisão ocorre após a temporada registrar audiência média de 18,7 milhões de telespectadores, maior patamar desde 1989, e projeção de receita de US$ 25 bilhões. O comissário Roger Goodell sustenta que os direitos atuais estão “subvalorizados”, posição repetida pelo vice-presidente executivo de distribuição de mídia, Hans Schroeder.
Análises de mercado indicam potencial de aumento de até 50% nas receitas anuais. “A NFL é tão importante para seus parceiros que perder os direitos seria catastrófico”, afirmou o analista Rich Greenfield.
Novo cenário de streaming
O último pacote, fechado em 2021, antecedeu a entrada agressiva de plataformas como Netflix, YouTube e Peacock no esporte ao vivo. Hoje, a Netflix destina cerca de US$ 20 bilhões por ano a conteúdo, enquanto o YouTube paga mais de US$ 2 bilhões anuais pelo Sunday Ticket. O Peacock exibe mais de 7.500 horas esportivas por temporada.
Segundo Jonathan Carson, da consultoria Antenna, “os esportes tornaram-se o núcleo da estratégia de todos os serviços de streaming”. Em 2024, a NBA firmou acordo de 11 anos e US$ 76 bilhões, valor que ultrapassa, anualmente, o pago à NFL e reforça a convicção de Goodell e dos 32 proprietários.
Planos de expansão e opções de negociação
Entre as possibilidades, está a ampliação da temporada regular de 17 para 18 jogos, medida que exigiria aprovação da associação de jogadores (NFLPA). O proprietário do New England Patriots, Robert Kraft, estima que um pacote internacional adicional poderia render mais de US$ 1 bilhão por ano, com plataformas digitais globais, como o YouTube, entre os potenciais compradores.
Imagem: Reprodução
Sem estender o calendário, a liga também avalia pedir valores maiores em troca de não exercer a cláusula que permite rescindir os contratos três anos antes do término, oferecendo segurança a emissoras como CBS e NBC.
Movimentação recente
Na semana passada, reguladores aprovaram a venda da NFL Network e de outros ativos de mídia da liga para a ESPN. Pelo acordo, a NFL ficará com 10% de participação na ESPN, que passará a operar o canal e exibirá três partidas adicionais, totalizando 28 jogos por temporada, inclusive confrontos antes veiculados na NFL Network.
Enquanto define o formato das futuras negociações, a NFL reforça que a procura por seus direitos continua alta: em 2023, 94 dos 100 programas mais vistos nos Estados Unidos foram partidas da liga.









































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