O Sport Club do Recife aproveitou este 7 de fevereiro para celebrar os 39 anos da inédita conquista do Campeonato Brasileiro de 1987. O clube reuniu depoimentos de dois protagonistas daquela trajetória, o meia Ribamar e o lateral-direito Betão, que rememoraram bastidores, dificuldades e momentos decisivos da campanha.
Chegada ao Nordeste e primeiro impacto
Ribamar, então recém-saído do Santos, classificou a ida ao Sport como “marco” na carreira. Segundo ele, a intenção inicial era retornar rapidamente ao eixo Rio-São Paulo, mas o apoio da torcida e a estrutura da Ilha do Retiro mudaram os planos.
Elenco jovem sob comando de Emerson Leão
O time que iniciou o Brasileiro era bem diferente daquele que disputara o Estadual. Sob a orientação do técnico Emerson Leão, experientes como Ribamar, Betão, Robertinho, Estevam Soares e Ademir Lobo foram mesclados a atletas formados na base, entre eles Nando, Flávio, Dinho, Disco, Rogério e João Pedro.
Força da Ilha do Retiro
Ambos os ex-jogadores destacam o ambiente do estádio como fator decisivo. Betão relatou um pacto estabelecido pelo treinador: abrir o placar até os 15 minutos. “Parecia que a torcida sabia”, afirmou o lateral, lembrando que o time “amassava” os adversários em casa.
Pontos de virada
Ribamar apontou uma sequência invicta fora de casa — em Goiás, Santa Catarina e São Paulo — como momento em que o grupo passou a acreditar firmemente no título. Para Betão, a confiança veio com a efetivação de Emerson Leão como técnico, ainda na fase classificatória.
Duelo complicado contra o Bangu
Considerado o obstáculo mais difícil, o confronto com o Bangu foi marcado, de acordo com os ex-atletas, por pressão de torcida adversária, problemas de arbitragem e tensão fora de campo. Na partida de ida, em Moça Bonita, o Sport perdeu por 3 × 2, mas Betão marcou um dos gols rubro-negros. No jogo de volta, na Ilha, vitória por 3 × 1 selou a classificação.
Imagem: Reprodução
Final contra o Guarani e bastidores da decisão
Na véspera da final, um entorse no ligamento direito quase tirou Ribamar do duelo. Reunião no vestiário envolvendo capitão Estevam Soares, Betão, Robertinho e Rogério decidiu pela presença do meia, que atuou até os 30 minutos da segunda etapa.
Betão lembrou o empate em Campinas, onde anotou o gol leonino, e o jogo decisivo no Recife. O cruzamento do lateral encontrou a cabeça de Marco Antônio, autor do gol que definiu o título em 7 de fevereiro de 1988.
Significado pessoal
Ribamar classificou o Sport como “maior amor” e “maior sucesso” de sua vida profissional, enquanto Betão definiu o clube como “casa” e reconheceu que suas convocações para a Seleção Brasileira ocorreram graças ao desempenho na Ilha.
Quase quatro décadas depois, o relato dos ex-jogadores reforça a combinação de talento, juventude, liderança de Emerson Leão e apoio da torcida que levou o Sport ao topo do futebol nacional em 1987.








































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