O ex-meia Michel Bastos revelou bastidores de sua convivência com Juan Carlos Osorio no São Paulo (SP) e teceu fortes críticas ao atual técnico do Remo. Em entrevista ao Charla Podcast, no YouTube, o ex-jogador descreveu decisões consideradas imprevisíveis do colombiano durante a temporada de 2015.
“Treinava em uma posição e jogava em outra”
Segundo Michel Bastos, a principal queixa era a troca constante de funções dentro de campo. “Você treinava como lateral e, no dia seguinte, entrava como centroavante. Era surreal”, afirmou. Ele contou, ainda, que chegou a ser barrado minutos antes de um clássico contra o Santos (SP): “Treinei como titular, fui para a preleção como titular e, no vestiário, virei reserva. Ele nem olhou na minha cara”.
Anotações e bilhetes à beira do gramado
Osorio ganhou notoriedade no Brasil por usar canetas coloridas e repassar orientações por meio de bilhetes durante as partidas. Esse hábito também foi alvo de críticas do ex-meia. “Ele era bom na parte tática, mas inventava demais”, disse Michel Bastos.
Esquemas de bola parada contestados
Outra lembrança negativa envolve a marcação em escanteios defensivos. De acordo com o ex-atleta, o treinador colocava apenas cinco jogadores dentro da área. “Quando ele fez isso, a gente sabia que ia dar problema. Não tinha lógica”, relatou.
Pressão atual no Remo
As declarações surgem em momento de cobrança crescente sobre Osorio no Remo. Pela Série A, a equipe foi derrotada pelo Vitória (BA) por 2 a 0 e, em seguida, empatou em 2 a 2 com o Mirassol (SP) no Mangueirão. No último domingo (08/02), novo tropeço: empate com o Paysandu, também no Mangueirão, pelo Parazão.
Imagem: Fernando Dantas
Com o desempenho irregular, o técnico colombiano chega pressionado ao confronto desta quarta-feira (11/02) contra o Atlético (MG), na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). O resultado pode ser decisivo para a avaliação de seu trabalho à frente do clube paraense.
Diário Online, 09/02/2026








































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