O ouro conquistado por Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino, no sábado (14), rendeu ao Brasil sua 171ª medalha olímpica — a primeira da história do país em Jogos de Inverno. O resultado obtido na pista de Bormio, na Itália, foi celebrado durante o período de Carnaval, mas também gerou questionamentos sobre a origem do atleta.
Nascido na Noruega, Braathen é filho de mãe brasileira e, pela Constituição, é considerado brasileiro nato. Em 2024, o esquiador concluiu todos os trâmites exigidos pelas federações internacionais para mudar de Noruega para Brasil sua filiação esportiva.
Trajetória até o pódio
Antes da mudança, o atleta defendeu a Noruega em Pequim-2022 e figurava entre os melhores do país nórdico. Em 2023, após divergências comerciais com a federação norueguesa envolvendo exposição de patrocinadores, anunciou aposentadoria precoce. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Confederação Brasileira de Desportos na Neve aproveitaram a oportunidade para convidá-lo a competir pela delegação verde-amarela. A decisão foi confirmada no ano passado.
O ouro em Bormio marcou a estreia do Brasil no quadro de medalhas dos Jogos de Inverno. Durante a comemoração, a organização tocou o “Tema da Vitória”, música associada às vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1.
Reações ao título
Nas redes sociais, alguns usuários classificaram a conquista como “menos brasileira” por Braathen ter crescido fora do país. Especialistas em direito esportivo lembram que a troca de nacionalidade é prática prevista nos regulamentos olímpicos e depende do cumprimento de prazos e autorizações formais, critérios atendidos pelo esquiador.
Imagem: Reprodução
O debate sobre naturalizações não é exclusivo do Brasil. O sueco-americano Armand Duplantis, recordista mundial no salto com vara, por exemplo, também optou por representar o país de sua mãe.
Lucas Pinheiro volta a competir na segunda-feira (16), em nova prova do esqui alpino.









































Adicionar comentário