O Flamengo publicou, na madrugada desta quarta-feira (18), um comunicado oficial em defesa de Vinícius Júnior, que denunciou ter sido alvo de insultos racistas durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica por 1 a 0, válida pelas oitavas de final da Liga dos Campeões.
Formado nas categorias de base do clube carioca, o atacante relatou que o argentino Prestianni, camisa 25 da equipe portuguesa, proferiu ofensas enquanto escondia a boca com a camisa. A acusação ganhou força quando Kylian Mbappé, companheiro de equipe do brasileiro, afirmou em entrevista que ouviu o adversário repetir o termo “macaco” cinco vezes.
Na nota, o Flamengo lembrou a trajetória do ex-jogador rubro-negro, destacou a espontaneidade das comemorações dançantes do camisa 7 e declarou que “racismo não faz parte do jogo”. O clube classificou o episódio como “doloroso” e prestou solidariedade ao atleta.
A repercussão em campo e fora dele
Autor do gol que definiu o placar no Estádio da Luz, Vinícius celebrou perto da bandeirinha de escanteio, gesto que irritou parte da torcida local e alguns jogadores do Benfica. Minutos depois, o incidente de racismo teria ocorrido.
Nas redes sociais, o brasileiro descreveu racistas como “covardes” e criticou a falta de punições severas. O uruguaio Valverde, outro pilar do elenco merengue, declarou à TNT Sports que o ato de tampar a boca indica que “algo errado está sendo dito”.
Imagem: Reprodução
Prestianni negou as acusações em publicação no Instagram, alegando que “nunca foi racista com ninguém” e que Vinícius teria interpretado mal suas palavras. O Benfica compartilhou a defesa do atleta e escreveu: “Juntos, ao teu lado”.
Questionado sobre o assunto, o técnico José Mourinho afirmou apenas que cada jogador apresentou “versões diferentes”.
A UEFA ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio, que deve ser incluído no relatório da arbitragem e poderá gerar investigação disciplinar.








































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