São Paulo – Um levantamento divulgado pela Fifa sobre a janela internacional de transferências de janeiro revelou que Malta, tradicional destino turístico, despontou como o quinto país que mais enviou jogadores para o futebol brasileiro, com 18 negociações concretizadas.
Dados globais
Segundo o comunicado, mais de 5.900 transferências foram registradas no mercado masculino profissional, movimentando acima de US$ 1,9 bilhão. O Brasil liderou em contratações, responsável por 456 movimentos — 7,6% das 5.973 operações computadas.
Origem dos atletas que chegaram ao Brasil
Na lista de principais “exportadores” para clubes brasileiros, Portugal encabeça o ranking com 42 atletas, seguido por Japão (27), Uruguai (25), Colômbia (19) e, surpreendentemente, Malta (18).
Por que Malta?
O arquipélago europeu possui apenas 316 km², população de cerca de 569 mil habitantes e pouca expressão esportiva: a seleção ocupa o 161º lugar no ranking da Fifa, e nenhum clube local alcançou a fase de grupos da Liga dos Campeões. Ainda assim, agentes de jogadores vêm utilizando o país como plataforma de registro para transferências.
Especialistas apontam que a escolha de Malta está ligada a benefícios fiscais. Empresas controladas por empresários registram atletas em clubes malteses, aproveitando a carga tributária reduzida. Posteriormente, esses profissionais são negociados com equipes de mercados de maior visibilidade, como Brasil ou Portugal, resultando em economia de impostos para intermediários e para os próprios clubes malteses, que cobram taxas de intermediação.
Imagem: Reprodução
Informações retidas pela Fifa
A Fifa confirmou que os 18 atletas envolvidos nas transações tinham vínculo encerrado antes da mudança e informou que, na janela de janeiro de 2025, 26 jogadores registrados em Malta também trocaram o país pelo Brasil. A entidade, contudo, não divulgou a identidade dos profissionais nem detalhes adicionais sobre os negócios.
Com isso, Malta consolida-se como uma espécie de “cartório” do futebol internacional: figura nas estatísticas como origem de atletas que, na prática, jamais atuam em seus gramados.









































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