O ambiente interno do Flamengo voltou a ficar pesado após a vitória por 3 a 0 sobre o Madureira, no domingo (22), pela partida de ida da semifinal do Campeonato Carioca. Mesmo com o resultado elástico, o desempenho em campo não agradou à diretoria, à comissão técnica nem à torcida, que protestou no Maracanã.
No sábado (21), véspera do confronto, o presidente Rodolfo Landim (conhecido como BAP) esteve no Ninho do Urubu e conduziu uma reunião com o técnico Filipe Luís, o diretor de futebol José Boto e o elenco. Segundo relatos, o encontro foi mais duro do que o habitual. O mandatário, que costuma visitar o centro de treinamento a cada dez dias, cobrou evolução imediata após um início de temporada marcado pela perda da Supercopa do Brasil e pelo risco de eliminação precoce no Estadual.
A pressão externa refletiu-se em campo. Nenhum jogador comemorou os gols sobre o Madureira, enquanto vaias e faixas de protesto surgiram nas arquibancadas antes mesmo do apito inicial.
Na entrevista coletiva pós-jogo, Filipe Luís reconheceu o momento delicado. “Os jogadores precisam mostrar seu futebol. A pressão é parte do processo”, afirmou. As declarações, porém, não foram unanimidade: parte do elenco discorda do tom adotado pelo treinador ao atribuir a responsabilidade integral aos atletas.
Imagem: Reprodução
As reuniões entre BAP, Filipe Luís e José Boto seguem ocorrendo presencialmente ou por videoconferência, e novas cobranças são esperadas até o jogo de volta da semifinal do Carioca.









































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