No dia 22 de fevereiro de 2026, o Flamengo venceu o Madureira por 3 a 0 e encaminhou vaga na final do Campeonato Carioca, mas deixou o estádio sob vaias da torcida no intervalo. Após a partida, o técnico Filipe Luís comentou o momento de instabilidade da equipe e relacionou a oscilação a questões emocionais do elenco.
Pressão e ansiedade
Segundo o treinador, o rendimento abaixo do esperado passa pelo “medo de errar” e por uma ansiedade que interfere diretamente nas atuações. “Quando o Flamengo não performa com o elenco que tem, a culpa é do treinador, seja quem for. É minha responsabilidade fazer o time voltar ao nível do ano passado”, afirmou.
Filipe Luís ressaltou que jogadores e comissão técnica precisam lidar com um ambiente de cobrança constante. “A pressão no Flamengo eu só vi parecida no Real Madrid. Não acho que o problema seja o excesso de críticas, e sim o excesso de elogios quando as coisas vão bem. Você é colocado em um patamar para o qual nem sempre está preparado”, declarou.
Reação às vaias
Sobre os protestos vindos das arquibancadas, o comandante rubro-negro disse entender a postura dos torcedores. “Os jogadores precisam de carinho, mas não podemos pedir isso. Temos de mostrar em campo”, pontuou. Ele reconheceu que a equipe “vive um momento de carência”, resultado do próprio desempenho recente.
Experiência pessoal
O técnico recordou uma lesão sofrida em 2019 para exemplificar a importância de apoio psicológico. “Todo jogador passa por processos diferentes: alguns se recuperam rápido, outros demoram, e alguns não conseguem. Vai de cada um buscar ajuda”, explicou.
Imagem: Reprodução
Mal-entendido esclarecido
Filipe Luís também comentou críticas recebidas por uma declaração anterior sobre o episódio de racismo contra Vinícius Jr. e negou ter minimizado a gravidade do caso.
Com o resultado diante do Madureira, o Flamengo abriu vantagem na semifinal do Carioca e segue em busca de vaga na decisão.








































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