Há dez anos, o Sport Club do Recife se despedia de Leonardo, seu lendário camisa 7. Para marcar a data, o clube promoveu uma série de ações na Ilha do Retiro e reuniu depoimentos de profissionais que conviveram com o atacante, relembrando feitos, números e histórias que o colocaram entre os maiores ídolos rubro-negros.
Trajetória de conquistas
Contratado em 1992 após brilhar pelo Picos-PI na Copa do Brasil, Leonardo realizou 367 partidas oficiais pelo Sport e marcou 136 gols. No período, ergueu sete Campeonatos Pernambucanos e duas Copas do Nordeste. O jogador também detém o recorde rubro-negro de gols em uma única partida de Série A: cinco contra o Atlético-MG. O desempenho o levou à convocação para a Seleção Brasileira ainda vestindo a camisa leonina.
O jogo que mudou sua carreira
Em 7 de julho de 1992, o então desconhecido atacante anotou dois gols sobre o Fluminense no Estádio Albertão, em Teresina, atraindo o interesse de vários clubes. Segundo o historiador Ewerson Vasconcelos, Santa Cruz e Sport disputaram sua contratação, vencida pelos rubro-negros.
Visão de quem enfrentou e jogou ao lado
Goleiro do Fluminense naquela partida, Jefferson mais tarde dividiu o vestiário com Leonardo no Sport e recorda a transformação: “Cheguei em 1994, ano em que ganhamos tudo. Ele era discreto fora de campo e decisivo dentro dele”.
Família integrada ao clube
A nutricionista Pâmela Ferreira, filha de Leonardo, atua no Departamento de Futebol profissional do Sport desde janeiro de 2025. Para ela, trabalhar na Ilha do Retiro mantém vivo o vínculo familiar com o clube: “Toda vez que piso no estádio lembro dele correndo com a camisa 7”.
Memórias no dia a dia rubro-negro
Massagista Edson Mema, prestes a completar 44 anos de serviço no Sport, define Leonardo como “humilde em qualquer situação”. Ele relata a surpresa dos companheiros nos primeiros treinos: “Parecia um furacão; ninguém conseguia alcançá-lo”.
Imagem: Reprodução
O auxiliar técnico Márcio Goiano, capitão durante parte da passagem do atacante, destaca a alegria que ele levava para o elenco: “Dentro de campo driblava e comemorava de forma contagiante; fora dele, tratava todos com respeito”.
Homenagens permanentes
Para marcar a década de saudade, o Sport preparou exposições internas, leilão de camisas dedicadas ao ex-jogador e ações sociais. O clube também mantém registros históricos, como o primeiro contrato assinado pelo atleta – à época autorizado pelo pai, já que Leonardo era menor de idade.
Ídolo de uma geração, Leonardo segue referência para jovens das categorias de base e torcedores que não o viram atuar. Dez anos depois de sua morte, o Sport reitera o legado esportivo e humano deixado por seu eterno camisa 7.








































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