O técnico do Benfica, José Mourinho, declarou neste domingo (1º) que o meio-campista Gianluca Prestianni deixará de atuar sob seu comando caso sejam confirmadas as acusações de racismo feitas pela Uefa.
“Se o jogador for efetivamente culpado, não volto a olhar para ele como tenho olhado e, comigo, acabou”, afirmou o treinador após treino em Madri, onde a equipe se preparava para o confronto de volta contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões.
Prestianni foi suspenso provisoriamente pela Uefa depois de ter sido acusado por atletas do Real Madrid de chamar Vinicius Junior de “macaco” na partida de ida, disputada em Lisboa no dia 17 de fevereiro. O argentino nega o insulto, mas ficou impedido de participar do duelo de volta, em 24 de fevereiro, no qual o Real venceu por 2 a 1 e eliminou o Benfica.
Mourinho ressaltou o princípio da presunção de inocência previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas enfatizou que repudia “qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância”. “Se, repito, se o meu jogador não respeitou esses princípios, a carreira dele com um treinador chamado Mourinho e num clube como o Benfica chega ao fim”, frisou.
Apesar da ausência de imagens que comprovem o insulto — Prestianni cobriu a boca com a camisa ao falar com Vinicius Junior —, a Uefa optou pela suspensão preventiva, decisão saudada pelo francês Aurélien Tchouaméni como “uma vitória contra o racismo”.
Imagem: Reprodução
Até então, o Benfica vinha defendendo o atleta, alegando que “ele não é racista” e que já pedira desculpas ao elenco pelo episódio. Após o jogo de ida, quando foi expulso, Mourinho chegou a criticar a comemoração de Vinicius, dizendo que o brasileiro provocou jogadores e torcedores portugueses.
Com a investigação em curso, o clube aguarda a conclusão do processo disciplinar da Uefa para definir os próximos passos.









































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