A presença da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, marcada para junho nos Estados Unidos, México e Canadá, está em dúvida duas semanas após o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra território iraniano.
O ministro dos Esportes iraniano declarou que a equipe não viajará para o torneio. Em pronunciamento semelhante, o presidente da Federação Iraniana de Futebol também levantou a possibilidade de retirada.
Do lado norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou inicialmente que não se importaria com a ausência iraniana, acrescentando que apenas os jogadores seriam bem-vindos em solo americano; torcedores continuariam proibidos por restrições migratórias já em vigor. Posteriormente, Trump declarou que, por razões de segurança, seria melhor que a delegação iraniana não comparecesse.
A seleção do Irã respondeu às declarações pedindo que o país anfitrião fosse excluído da competição. A troca pública de acusações mantém o impasse a três meses do torneio.
Possíveis substitutos
Pelo regulamento da Fifa, a entidade pode escolher qualquer seleção para ocupar uma vaga aberta, sem obrigatoriedade de pertencer à mesma confederação. Ainda assim, a expectativa é de que a opção recaia sobre outra equipe asiática.
O principal candidato seria o Iraque, que disputa neste mês os playoffs para as últimas vagas do continente. Caso o Iraque se classifique, os Emirados Árabes Unidos passariam a ser o próximo na fila. Entretanto, a seleção iraquiana cancelou treinos programados nos Estados Unidos e solicitou à Fifa o adiamento de partidas, indicando dificuldades logísticas.
Imagem: Reprodução
Agenda original do Irã
Se não houver mudança, o Irã tem estreia marcada para 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. A equipe também enfrentaria Bélgica e Egito na fase de grupos. Existe ainda a possibilidade de um duelo eliminatório com os Estados Unidos caso ambas terminem em segundo lugar em suas respectivas chaves.
Cenário na Fifa
O possível boicote ocorre após o sorteio dos grupos, ocasião em que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu ao presidente norte-americano um “Prêmio da Paz”. A entidade ainda não se pronunciou oficialmente sobre um plano alternativo caso a seleção iraniana confirme a desistência.
Até o momento, todas as partidas seguem previstas no calendário original.









































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