A Federação de Futebol do Irã negocia com a Fifa a mudança dos confrontos da seleção na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 dos Estados Unidos para o México. O pedido foi motivado pela guerra no Oriente Médio e por preocupações com a segurança da delegação, segundo comunicados divulgados pela embaixada iraniana no México.
“Como o presidente americano, Donald Trump, declarou que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, definitivamente não iremos aos Estados Unidos”, afirmou o presidente da federação, Mehdi Taj, em mensagem reproduzida no perfil da representação diplomática na rede X (antigo Twitter). “Estamos em negociações com a Fifa para que as partidas do Irã na Copa do Mundo sejam disputadas no México”, acrescentou.
Em nota divulgada na segunda-feira (16), o embaixador do Irã no México, Abdolfazl Pasandideh, acusou o governo norte-americano de falta de cooperação para a emissão de vistos e apoio logístico à delegação. O diplomata informou ter sugerido formalmente à Fifa a transferência dos jogos para território mexicano.
Calendário afetado
O Irã está no Grupo G do Mundial e tem partidas marcadas contra Bélgica e Nova Zelândia em Los Angeles, além de enfrentar o Egito em Seattle. O plano original previa base da equipe em Tucson, Arizona, durante o torneio, agendado para ocorrer de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
Declarações de Trump
Trump disse que o Irã “não deveria participar da Copa do Mundo por sua própria segurança” em meio ao conflito vigente. Dois dias antes, porém, havia informado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que os atletas iranianos seriam bem-vindos. Na plataforma Truth Social, o mandatário escreveu: “Será o evento esportivo maior e mais seguro da história dos Estados Unidos. Todos os jogadores, autoridades e torcedores serão tratados como as ESTRELAS que são!”.
Imagem: Reprodução
Conflito em curso
Em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos lançaram ofensiva contra o Irã, que respondeu com mísseis e drones contra alvos israelenses e posições americanas na região. O agravamento da crise é citado pela delegação iraniana como principal razão para o pedido de mudança de sede.
Até o momento, a Fifa não se pronunciou publicamente sobre a solicitação.









































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