PORTO ALEGRE, 18/03/2026 – O Internacional continua à procura de um novo patrocinador máster para a temporada, mas esbarra em um obstáculo inesperado fora das quatro linhas. O Grêmio, que adota política de contratos exclusivos, rejeitou dividir espaço de camisa com o rival, travando uma negociação que poderia render cerca de R$ 40 milhões por ano aos dois clubes.
Negociação interrompida
A casa de apostas Novibet vinha discutindo a possibilidade de estampar sua marca nas camisas colorada e gremista simultaneamente. O acordo, atrelado a metas de desempenho, previa pagamento anual próximo a R$ 40 milhões, valor considerado atraente por ambas as diretorias. Mesmo assim, o Grêmio descartou a proposta de patrocínio compartilhado.
Cláusula de exclusividade
Nos contratos comandados pelo departamento de marketing gremista, existe uma cláusula que impede a empresa parceira de fechar com o Internacional por um prazo aproximado de dois anos. A justificativa interna é preservar a força da marca tricolor e, negociando de forma isolada, buscar cifras potencialmente superiores.
Consequências para o mercado gaúcho
A postura gremista afasta companhias que preferem alcançar simultaneamente as duas maiores torcidas do Rio Grande do Sul. Foi o caso da Novibet, que retirou a oferta após a negativa do Grêmio, reduzindo o leque de opções do Inter na corrida por um novo patrocínio máster.
Imagem: Reprodução
Mudança de cenário histórico
Desde o início dos anos 2000, a dupla Gre-Nal compartilhou patrocinadores máster em diferentes ocasiões, prática vista como estratégia para ampliar exposição e retorno comercial. A decisão atual do Grêmio, contudo, indica ruptura com essa tradição e pode levar os rivais a percorrer caminhos separados no mercado publicitário pelos próximos anos.
Enquanto busca opções para substituir seu principal patrocinador, o Internacional mantém negociações com outras marcas, mas ainda não definiu qual empresa irá ocupar o espaço mais nobre do uniforme.









































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