Apresentado oficialmente como técnico do Santos nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, Cuca retomou o tema de sua condenação por abuso sexual ocorrida na década de 1980. O treinador lembrou a curta passagem pelo Corinthians, em abril de 2023, quando pediu demissão após forte pressão da torcida, e detalhou como tem lidado com o episódio desde então.
“Quando fui para o Corinthians, veio aquela enxurrada. Reuni minha família e disse: vamos resolver”, relatou em entrevista coletiva. Segundo ele, o caso ganhou projeção nos últimos anos, impulsionado pelas redes sociais. Cuca afirmou estar envolvido em ações de conscientização e mencionou palestras realizadas para atletas de Athletico, Coritiba, Paraná Clube e categorias de base, incluindo o futebol feminino. “Isso se chama educar”, declarou.
Condenação na Suíça
O episódio ocorreu na Suíça, em 1987, quando Cuca e outros três jogadores do Grêmio foram acusados de estuprar uma garota de 13 anos. Todos foram condenados. A sentença, contudo, foi definitivamente anulada no início de 2025, após a juíza responsável aceitar a defesa do treinador. Apesar da anulação, o técnico não foi declarado inocente.
De acordo com documentos da Justiça suíça, a vítima morreu em 2002, aos 28 anos. O tribunal local localizou um herdeiro, que optou por não participar do processo. Com a decisão de 2025, Cuca está livre de qualquer ação criminal relativa ao caso.
Imagem: Reprodução
Um ano longe do futebol
Cuca afirmou ter se afastado do futebol por um ano para tratar do assunto. “Gastei muito dinheiro para poder resolver”, disse, acrescentando que não utiliza redes sociais e prefere atuar de forma discreta em iniciativas de combate à violência contra mulheres. “Se pudermos fazer algo para diminuir o feminicídio, temos que fazer”, concluiu.
Com contrato assinado, o treinador inicia agora seu trabalho à frente do Santos, enquanto o caso segue sendo relembrado toda vez que assume um novo clube.









































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