A MotoGP voltou a acelerar no Brasil neste domingo, 22 de março de 2026, após 22 anos fora do calendário nacional. No Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, o italiano Marco Bezzecchi venceu a prova principal, seguido pelo espanhol Jorge Martín e pelo também italiano Fabio Di Giannantonio. O brasileiro Diogo Moreira cruzou a linha em 13º lugar.
Ao longo do fim de semana, o evento reuniu 148.384 torcedores, sendo 60.873 no dia da corrida. Apesar da festa nas arquibancadas, falhas no asfalto levaram a direção de prova a reduzir a distância original de 31 para 23 voltas. Segundo a organização, chuvas nos dias anteriores e o forte calor — 52 °C na pista e 31 °C no ambiente — comprometeram a superfície.
A alteração foi comunicada às equipes apenas cinco minutos antes da largada, o que impediu ajustes de estratégia. “Não teria problema em atrasar a corrida para trocar pneus”, comentou Moreira. Durante a prova, pedaços de asfalto se desprenderam e atingiram os pilotos.
Problemas também na sprint
No sábado, 21 de março, um buraco na reta principal atrasou a corrida sprint em 1 h 20 min. A solução emergencial incluiu a aplicação de concreto com caminhão betoneira. Mesmo assim, o espanhol Marc Márquez garantiu a vitória, com Di Giannantonio e Martín completando o pódio; Moreira foi o décimo.
Obras recentes e alto investimento público
Reformas iniciadas em janeiro de 2025 renderam ao circuito a homologação Grau A da Federação Internacional de Motociclismo. O governo de Goiás destinou R$ 60 milhões às melhorias do autódromo dentro de um pacote de R$ 250 milhões para viabilizar o retorno da categoria. O governador Ronaldo Caiado (PSD) participou da cerimônia de pódio.
Imagem: Reprodução
Contrato de cinco anos e ajustes futuros
A etapa de Goiânia marca o início de um compromisso de 2026 a 2030. Para o diretor esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta, o primeiro ano serve de teste para aperfeiçoamentos nas próximas edições.
Reações do público
Entre os espectadores, opiniões dividiram-se. A estudante Barbara Mussi, 29, apontou falhas na orientação de acesso, enquanto o namorado, Guilherme Silveira, 27, criticou a saída concentrada em ônibus. Já o engenheiro Andre Luis Martins, 23, aprovou a estrutura apesar dos atrasos.
A MotoGP não corria no país desde 2004, quando deixou Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Goiânia já havia recebido o Mundial entre 1987 e 1989, retomando agora sua ligação com a categoria em um cenário global mais competitivo por grandes eventos.









































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