O São Paulo apresentou superávit no balanço referente à temporada de 2025, mesmo convivendo com uma dívida superior a R$ 1 bilhão. A diretoria atribui o resultado positivo, divulgado recentemente, principalmente à venda de jogadores formados em Cotia.
Apesar do saldo favorável, o documento trouxe um ponto sem detalhamento que provocou reação imediata entre conselheiros: cerca de R$ 7 milhões destinados à presidência não tiveram explicação pormenorizada. A omissão intensificou exigências por transparência e abriu espaço para questionamentos políticos.
Negociações de atletas viram alvo
A estratégia que garantiu o superávit foi a negociação de jovens atletas. Entre as transações mais citadas está a de William Gomes, vendida por pouco mais de 10 milhões de euros. Internamente, conselheiros afirmam que o valor ficou abaixo do potencial de mercado, ainda mais após o FC Porto projetar revender o jogador a cifras bem superiores diante do interesse de clubes da Premier League.
Disputa pela aprovação das contas
A indefinição sobre os R$ 7 milhões transformou o balanço em pauta política. Parte dos conselheiros considera a possibilidade de rejeitar as contas como forma de enfraquecer grupos ligados ao ex-presidente Júlio Casares, que pode até enfrentar pedidos de punição. Outro grupo defende a aprovação, argumentando que o clube precisa de estabilidade administrativa para permanecer competitivo dentro e fora de campo.
Imagem: Reprodução
Além da dívida bilionária, o São Paulo segue alvo de investigações sobre possíveis irregularidades. Nesse contexto, a decisão sobre a prestação de contas de 2025 deverá impactar não apenas as finanças, mas também o equilíbrio de forças nos bastidores do Morumbi.









































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