Suzuka (Japão) – Gabriel Bortoleto enfrentou contratempos nos treinos livres do Grande Prêmio do Japão e partirá da nona posição na corrida marcada para as 2h de domingo (29). O brasileiro perdeu boa parte da segunda sessão de sexta-feira (27) depois que a Audi decidiu trocar a caixa de câmbio de forma preventiva, medida que limitou seu tempo de pista.
“Foi uma sexta-feira com sentimentos mistos. A manhã transcorreu bem, mas detectamos um problema logo no início do TL2 e optamos pela troca como solução mais rápida”, declarou o piloto.
O imprevisto ocorre num momento em que Bortoleto tenta recuperar terreno na temporada 2026. Ele pontuou na abertura do campeonato, terminando o GP da Austrália em nono lugar, mas nem chegou a largar na etapa seguinte, na China, por falha mecânica.
Qualificação
Com preparação limitada, o brasileiro disputou a classificação na madrugada de sábado (28) e assegurou um lugar na quinta fila. A pole position ficou com Kimi Antonelli.
Desafios do projeto Audi
Um porta-voz da equipe destacou a importância da eficiência energética na Fórmula 1 atual. “A integração do sistema híbrido é uma das maiores complexidades”, afirmou, ressaltando que qualquer redução no tempo de pista, como ocorreu em Suzuka, tem impacto significativo no acerto do carro.
Mesmo estreante, o time alemão já pontuou logo na primeira corrida, fato incomum para novas escuderias na categoria. O planejamento interno prevê evolução gradual antes de disputar posições mais altas no grid.
Imagem: Reprodução
Mudança no comando
Fora das pistas, a Audi vive período de transição. Jonathan Wheatley deixou o cargo de chefe de equipe após apenas duas etapas, alegando motivos pessoais. As funções passaram para Mattia Binotto, que lidera o projeto na F1.
Bortoleto comentou a saída de Wheatley: “Quando surgem questões pessoais importantes, elas se tornam prioridade acima de qualquer compromisso profissional”.
Regulamento atrai montadoras
A entrada da Audi foi impulsionada pelas novas regras técnicas que aumentaram o peso da eletrificação — cerca de metade da potência agora vem dos sistemas elétricos — e introduziram combustíveis 100% sustentáveis. O campeonato serve como plataforma de desenvolvimento para baterias, recuperação de energia e integração motor-chassi, áreas também estratégicas nos veículos de rua.
A corrida em Suzuka encerra a terceira etapa do calendário 2026.









































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