Desde o início da década de 1980, a NBA consolidou-se como destino dos principais jogadores de basquete do planeta. Um nome, porém, ficou fora da liga por opção: Oscar Schmidt, nascido em 1958 e morto em 2026.
Em 1984, o ala brasileiro recebeu convite para atuar no New Jersey Nets. Recusou. Naquele período, atletas profissionais eram impedidos de defender suas seleções em competições organizadas pela Fiba, situação que só mudou nos Jogos de Barcelona-1992. A escolha de Oscar manteve-o disponível para a equipe nacional, mas afastou-o do campeonato norte-americano.
Virada em Indianápolis
A atuação mais emblemática do camisa 14 ocorreu em 23 de agosto de 1987, na final dos Jogos Pan-Americanos, em Indianápolis (EUA). O Brasil enfrentou a seleção universitária norte-americana, favorita absoluta. No intervalo, os donos da casa lideravam com folga, mas o cenário mudou no segundo tempo.
Com uma sequência de arremessos de três pontos, sua marca registrada, Oscar comandou a reação brasileira. A cesta que virou o placar para 83 a 80 foi dele. O confronto terminou em 120 a 115, com 46 pontos de Oscar e 31 de Marcel. O resultado é considerado um dos maiores triunfos do esporte brasileiro pós-Copa de 1970.
Regras revistas
Depois da derrota no Pan e do bronze dos Estados Unidos em Seul-1988, a federação internacional autorizou a participação de profissionais nos torneios de seleções. A mudança abriu espaço para o Dream Team, liderado por Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, que conquistou o ouro olímpico em Barcelona-1992.
Imagem: Reprodução
Nessa edição, o Brasil enfrentou os astros da NBA e foi superado por 127 a 83. Embora derrotado, Oscar terminou como cestinha dos Jogos. Ao final da partida, os norte-americanos cumprimentaram o brasileiro como um igual.
Carreira entre Europa e Brasil
Longe da NBA, Oscar jogou de 1982 a 1997 em clubes europeus. De volta ao país, defendeu Corinthians e Flamengo, equipes com grande torcida, e levantou títulos nacionais.
Caso tivesse seguido para a liga norte-americana, avaliam especialistas, o brasileiro poderia figurar entre os maiores pontuadores da história ou até disputar recordes de arremessos de três pontos. Sem essa passagem, mantém, ainda assim, status de lenda mundial — e de peça importante na abertura das portas olímpicas para os estrelas da NBA.









































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