John Textor foi afastado temporariamente da direção da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A decisão, tomada nesta quinta-feira (23) pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV), atende a solicitação da Eagle Bidco, sócia majoritária da empresa que controla o futebol alvinegro.
O empresário norte-americano ocupava o cargo graças a uma liminar concedida anteriormente pela Justiça do Rio de Janeiro. O novo entendimento poderá ser revisto em 29 de abril, data marcada para a manifestação das partes envolvidas no processo arbitral.
Pedido formal da Eagle Bidco
A Eagle Bidco protocolou o pedido de afastamento no sábado (19) e reforçou a solicitação com uma notificação formal ao Tribunal Arbitral. A empresa alega risco de “danos irreparáveis” aos acionistas e à comunidade de torcedores caso Textor permanecesse no comando.
Recuperação judicial e impasse sobre aporte
O afastamento ocorre em meio a desentendimentos sobre um possível aporte de 25 milhões de dólares pretendido por Textor por meio da emissão de novas ações da SAF. A proposta foi rejeitada tanto pela Eagle Bidco quanto pela parte associativa do Botafogo.
Sem consenso, a SAF ingressou com pedido de recuperação judicial e, paralelamente, deu início ao processo que resultou na saída provisória do dirigente.
Imagem: Reprodução
Assembleia suspensa
A Assembleia Geral Extraordinária prevista para 27 de abril está suspensa. Os próximos passos do Botafogo serão definidos após a análise do Tribunal Arbitral, marcada para o fim do mês.
O clube vive um período de instabilidade interna, apesar dos títulos da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro conquistados em 2024.









































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