Em plena Rancagua, o São Paulo voltou a mostrar solidez defensiva ao segurar o 0 a 0 diante do O’Higgins, resultado suficiente para garantir a liderança do Grupo B da Copa Sul-americana, agora com 8 pontos — um à frente dos chilenos.
Decisão no gol: Coronel assume a vaga de Rafael
Pressionado por atuações irregulares, Roger Machado surpreendeu ao escalar o goleiro Coronel, reserva imediato de Rafael. A escolha se justificou em campo: o arqueiro de 23 anos fez pelo menos três defesas difíceis, duas delas em chutes de longa distância de Fernández, e saiu do estádio El Teniente como personagem principal do empate.
A confiança no jovem goleiro chega em momento oportuno. Rafael vinha sendo titular absoluto desde o início da temporada, mas acumulava críticas após falhas contra Ferroviária e Bahia. Com calendário apertado e jogos decisivos a cada três dias, ter mais de uma opção confiável no gol pode ser determinante para a campanha tricolor.
Roger ganha fôlego, mas ataque volta a zerar
Mesmo utilizando time misto, o treinador manteve postura ofensiva: Cauly aberto pela direita, André centralizado e Galoppo aproximando-se pelo meio. A produção, porém, não se converteu em gols — é o terceiro jogo sem marcar como visitante na competição continental. Ainda assim, o ponto conquistado fora de casa limitou o dano e manteve o plano de terminar a fase de grupos na primeira colocação, evitando o mata-mata preliminar contra equipe vinda da Libertadores.
Panorama do grupo e contas para a vaga direta
- São Paulo – 8 pontos (saldo +3)
- O’Higgins – 7 pontos (saldo +2)
- Guaraní-PAR – 4 pontos
- Oriente Petrolero – 1 ponto
Com dois jogos por disputar, o Tricolor depende apenas de si. Se vencer Guaraní no Morumbi na próxima rodada, abrirá ao menos três pontos de vantagem e poderá jogar por empate na Bolívia para assegurar classificação direta às oitavas.
Imagem: Reprodução
Agenda: clássico Majestoso testa moral do elenco
Antes de voltar a pensar na Sul-americana, o São Paulo troca o chip para o Campeonato Brasileiro. Domingo, visita o Corinthians na Neo Química Arena. O rival atravessa fase turbulenta — sofreu duas derrotas seguidas e flerta com a zona de rebaixamento —, cenário que aumenta a responsabilidade do time de Roger Machado após o 1 a 1 com o Bahia no Morumbi, resultado que gerou vaias na rodada passada.
Na tabela do Brasileirão, o Tricolor soma 5 pontos em três partidas, campanha considerada apenas regular após início promissor no Paulistão. Um triunfo no clássico pode recolocar a equipe no G-6 e, sobretudo, reforçar a confiança de um elenco que ainda busca maior consistência ofensiva.
Com Coronel devidamente testado e a liderança continental preservada, Roger ganha alguns dias de respiro. O desafio agora é transformar solidez defensiva em vitórias que afastem a pressão no Morumbi.








































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