O empate do Santos com o Recoleta, na última terça-feira (5), não ficou restrito ao placar. Nos bastidores, a atuação de Gabigol e, principalmente, sua saída de campo antes do apito final incendiaram o ambiente. Cuca deixou o estádio no Paraguai inconformado com a postura do camisa 9 e admitiu a possibilidade de mexer na referência ofensiva já nos próximos compromissos.
Empate que aumenta a pressão
A igualdade fora de casa manteve a equipe em sequência irregular e reforçou o sentimento de frustração no elenco. O próprio Rony, entrevistado na zona mista, reconheceu que o Peixe “não poderia ter cedido o empate de jeito nenhum”. A cobrança interna começou ainda no vestiário, sinalizando que o resultado pode custar posições no time titular.
Créditos em queda para o artilheiro
Gabigol soma 9 gols em 20 partidas na temporada, números consistentes, mas que não têm sido suficientes para blindá-lo. Depois de ser substituído, o atacante não permaneceu no banco ao lado dos companheiros, atitude que Cuca fez questão de apontar publicamente: “Vou perguntar para ele por que não ficou. Ele deve ter um motivo e será cobrado”. Mais tarde, o jogador alegou dores abdominais em rede social, mas a insatisfação da comissão técnica já estava exposta.
Rony desponta como alternativa
Com o crédito do atual titular em baixa, Rony aparece como principal opção para assumir o comando de ataque. O atacante falou à imprensa após a partida e, além de admitir o momento instável do Santos, mostrou disposição para aproveitar a eventual brecha: a entrada do camisa 12 daria característica diferente ao setor ofensivo, algo que Cuca vem testando nos treinamentos.
Imagem: Reprodução
Impacto na sequência alvinegra
Uma eventual troca no comando de ataque acontece em fase decisiva da temporada. O Santos busca estabilidade técnica para retomar confiança nos campeonatos que disputa e precisa reverter a imagem deixada nos últimos jogos. A definição sobre a titularidade de Gabigol ou Rony dependerá da avaliação física, do desempenho nos treinos e, sobretudo, da resposta comportamental cobrada pelo treinador.
Enquanto isso, a torcida aguarda para saber quem vestirá a 9 no próximo compromisso, consciente de que a decisão pode marcar um ponto de virada na trajetória do time em 2024.









































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