O sinal de alerta voltou a piscar na Vila Belmiro. Com sete partidas consecutivas sem vitória, o Santos convive com um padrão incômodo: a equipe inicia bem, abre o placar, mas não sustenta a vantagem. O enredo se repetiu em cinco dos últimos sete compromissos, porcentagem que chega a 71,4% segundo levantamento do UOL Esporte.
Vantagem que vira problema
Nas últimas semanas, o Peixe deixou a vitória escapar em diferentes competições e cenários. O roteiro expõe falhas tanto de concentração como de gestão da partida, pontos já identificados internamente.
- Fluminense 3 x 2 Santos – Virada sofrida aos 41 minutos do 2º tempo.
- Bahia 2 x 2 Santos – Time abriu 2 a 0 e cedeu empate nos instantes finais na Fonte Nova.
- Recoleta 1 x 1 Santos – Gol paraguaio aos 41 do 2º tempo, em Assunção.
- Palmeiras 0 x 0 Santos – Verdão chegou a balançar as redes nos acréscimos; VAR anulou por toque de mão.
- Outro tropeço semelhante completa a sequência, mantendo a escrita negativa.
Minutos finais: calcanhar de Aquiles
A falta de consistência na reta decisiva das partidas preocupa comissão técnica e torcida. A equipe perde intensidade, recua de forma excessiva e abre espaço para a reação adversária, cenário que contabiliza pontos importantes desperdiçados no Campeonato Brasileiro.
Neymar participa, mas roteiro não muda
Principal referência técnica, Neymar esteve em campo em cinco dos sete jogos recentes. Apesar da presença e de participações em gols, o camisa 10 não conseguiu alterar o desfecho das partidas, reforçando que o problema é coletivo e passa por aspectos táticos e mentais.
Cuca cobra resultado imediato
Após o empate no Paraguai, o técnico Cuca não escondeu a irritação: “Estamos jogando bem, mas não é mais hora de desculpas. Precisamos transformar desempenho em vitória”, disse o treinador, ciente da impaciência do torcedor.
Imagem: Reprodução
Próximo desafio: Bragantino na Vila
O Santos volta a campo neste domingo, às 18h30, diante do Red Bull Bragantino, pela 15ª rodada do Brasileirão. Uma vitória encerra a série negativa e traz alívio à equipe; outro tropeço deve ampliar a pressão interna e externa sobre elenco e comissão.
Com o padrão de falhas nos minutos finais mapeado, o Peixe precisa apresentar respostas rápidas para retomar confiança e voltar a sonhar com objetivos mais ambiciosos na temporada.









































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