O empate por 1 a 1 com o Independiente Rivadavia, na Argentina, manteve o Fluminense na briga por vaga nas oitavas de final da Conmebol Libertadores, mas escancarou um problema que cresce desde o início da temporada: a queda drástica da produção ofensiva.
Conta simples, missão complexa
Para não depender de combinações na última rodada do Grupo C, o Tricolor precisará superar o Bolívar por três gols de diferença no Maracanã. Em quatro jogos, porém, o ataque carioca balançou as redes apenas duas vezes no torneio continental, desempenho que transforma a matemática em desafio técnico.
Eficiência em baixa
- 2 gols marcados em 4 partidas na Libertadores
- Empate recente na Argentina após criar chances, mas pecar na finalização
- Necessidade de construir a primeira vitória larga do ano em competições internacionais
Momento dos atacantes preocupa
O cenário ofensivo influencia diretamente o moral do elenco. Titulares como Agustín Canobbio e Kevin Serna atravessam longo jejum: o uruguaio não marca há quase dois meses, e o colombiano se aproxima de três meses sem gols. O venezuelano Yeferson Soteldo mostrou evolução nas atuações, mas segue zerado em 2026, enquanto Rodrigo Castillo chega ao quinto jogo consecutivo sem balançar as redes.
A exceção tem sido John Kennedy. Recuperado de problemas físicos no início do ano, o atacante participou diretamente dos últimos gols e não escondeu a preocupação com a pouca eficiência coletiva às vésperas do duelo decisivo.
Pressão adicional no Maracanã
A necessidade de vitória elástica chega em momento no qual o time sente dificuldade até para abrir o placar. Comparado ao desempenho de 2025, quando era um dos ataques mais produtivos do país, o Fluminense de 2026 ainda busca reposicionar seu jogo de posse em algo mais contundente.
Imagem: Reprodução
O compromisso contra o Bolívar, marcado para a próxima semana, será o primeiro em casa desde o empate em Mendoza. A expectativa interna é de que a atmosfera do Maracanã empurre o time, mas a estatística recente deixa claro que apenas volume de jogo não basta: a finalização precisa voltar a ser uma arma, não um obstáculo.
O que está em jogo
- Classificação direta às oitavas sem depender de terceiros
- Manutenção do planejamento financeiro da temporada, ligado às cotas da Conmebol
- Recuperação de confiança para sequência do Campeonato Brasileiro
Com 90 minutos decisivos pela frente, o Fluminense terá de mostrar algo que ainda não conseguiu em 2026: transformar posse, troca de passes e apoio da torcida em gols suficientes para manter vivo o sonho continental.









































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