O Vasco da Gama entrou na reta final das conversas que podem mudar o controle da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O presidente Pedrinho alinhou com o empresário Marcos Lamacchia – enteado de Leila Pereira, mandatária do Palmeiras – os termos de um memorando de entendimento (MoU) que prevê investimentos que podem chegar a R$ 2 bilhões.
Memorando deve ir ao Conselho ainda neste mês
A expectativa interna é apresentar o documento ao Conselho Deliberativo na segunda quinzena de maio. Caso aprovado, o memorando servirá como sinal verde para que o investidor aporte capital e assuma obrigações financeiras, incluindo dívidas e passivos tributários do clube.
O que está em jogo na negociação
- Infraestrutura: investimento em CT e eventual modernização de São Januário fazem parte das cláusulas discutidas.
- Gestão de elenco e bilheteria: o contrato deve detalhar participação do investidor em orçamento de contratações e política de ingressos.
- Proteção jurídica: depois do litígio com a 777 Partners, o Vasco quer garantias robustas antes de ceder participação majoritária.
Questões regulatórias e possível conflito de interesse
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) chegou a consultar a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) sobre eventual conflito, já que Lamacchia é enteado da presidente do Palmeiras. A legislação veda parentes de primeiro grau controlando clubes da mesma divisão, mas o Vasco sustenta que a ausência de vínculo sanguíneo exclui a restrição.
Impacto esportivo projetado
Se confirmado, o aporte bilionário pode oferecer fôlego num momento em que o time principal disputa a Série A com metas de se afastar da zona de risco e mirar, ao menos, vaga em competições continentais. A entrada de recursos também tende a influenciar a próxima janela de transferências, reforçando o elenco para a sequência do Brasileirão.
Imagem: Reprodução / OddsNEWS
Próximos passos
- Conclusão da redação final do memorando.
- Apresentação ao Conselho Deliberativo na segunda metade de maio.
- Análise e votação do colegiado; se aprovado, início da due diligence e assinatura definitiva.
Até lá, a diretoria segue ajustando detalhes contratuais para evitar novos imbróglios e, enfim, virar a página da turbulenta experiência com a 777 Partners.









































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