Quando o árbitro apitou o fim da vitória azulina por 3 a 2 sobre a Chapecoense, fora de casa, Marcelo Rangel ganhou dois presentes de uma vez: os três pontos e a chance de comemorar, em campo, seus 38 anos recém-completados. A atuação segura confirmou a boa fase do goleiro, peça-chave do Clube do Remo desde 2023.
Três anos, três acessos e confiança da torcida
Rangel chegou a Belém aos 35, numa temporada de reconstrução. Desde então, participou de três acessos consecutivos, consolidou liderança no vestiário e se tornou um dos atletas mais regulares do elenco. A evolução técnica, reconhecida pela comissão de Daniel Crizel – preparador de goleiros com passagem pela Seleção Brasileira –, faz do paranaense uma das referências do Fenômeno Azul.
Longevidade em foco: de Weverton a Neuer
O bom momento do camisa 1 coincidiu com a convocação de Weverton, 38 anos, para a Copa do Mundo. O fato reforçou, segundo Rangel, a tendência de carreiras mais longas na meta. Ele cita ainda o alemão Manuel Neuer, que voltará ao torneio aos 40, e Fábio, do Fluminense, perto dos 46.
“A fisiologia, a medicina esportiva e a nutrição avançaram muito”, explica o goleiro do Remo. “Isso permite que atletas, especialmente goleiros, estendam sua vida útil.”
A engrenagem por trás da rotina azulina
- NASP: O Núcleo Azulino de Saúde e Performance, liderado pelo médico Jean Klay, monitora carga de treinos, recuperações e qualidade do sono.
- Preparação específica: Sessões diárias com Daniel Crizel focam explosão, leitura de jogo e trabalho de pés – exigência moderna para a posição.
- Disciplina fora de campo: Rangel prefere a companhia da esposa e da filha para “desligar” da pressão dos jogos. “Meu refúgio é a família”, resume.
Com essa estrutura, o goleiro se vê atuando até os 42 ou 44 anos. “Depende de estar em um clube que ofereça condições – e o Remo oferece”, afirma.
Imagem: Samara Miranda Clube do Ro
Impacto na temporada
No calendário apertado de 2026, a experiência de Rangel pesa em partidas decisivas. A defesa azulina, que sofreu apenas dois gols em cinco jogos anteriores ao duelo na Arena Condá, é a segunda menos vazada da competição nacional que o clube disputa nesta primeira metade do ano. A estabilidade do camisa 1 dá tranquilidade a um elenco que mescla juventude e líderes experientes.
O próximo compromisso do Leão promete mais um teste físico e mental para Rangel, já que a equipe encara maratona de viagens antes da parada de meio de temporada. Manter o goleiro em alto nível é prioridade no Baenão – e o próprio atleta mostra ter o manual para isso.
Aos 38, Marcelo Rangel traduz em números e regularidade a ideia de que, no gol, a idade pode mesmo jogar a favor. E o Remo colhe os frutos de um trabalho de longo prazo que une ciência, disciplina e, sobretudo, paixão pelo jogo.
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