A menos de cem dias para o início da Copa do Mundo de 2026, a ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos, com apoio israelense, contra Teerã no sábado (28) coloca em dúvida a participação da seleção do Irã no torneio, marcado para começar em 11 de junho.
O Irã é uma das 48 equipes classificadas e integra o Grupo G. Seus compromissos estão programados para a Costa Oeste dos Estados Unidos: em Los Angeles, contra Nova Zelândia e Bélgica, e em Seattle, diante do Egito. A região de Los Angeles abriga uma expressiva comunidade iraniana.
Situação política e possíveis desdobramentos
Com o início do conflito, duas decisões podem afetar diretamente a presença da equipe asiática:
- o governo norte-americano pode negar vistos à delegação iraniana;
- a liderança do Irã, chefiada pelo aiatolá Ali Khamenei, pode optar por boicotar o torneio.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) não sinalizou intenção de excluir o Irã, país que foi alvo do ataque. Em 2022, a entidade puniu a Rússia após a invasão da Ucrânia, mas uma ação semelhante contra os Estados Unidos é considerada improvável por se tratar do principal anfitrião da Copa — as outras sedes são Canadá e México.
Alternativa logística
Para reduzir tensões e riscos de segurança, uma alternativa seria transferir as partidas da seleção iraniana para solo canadense ou mexicano. Caso essa mudança ocorra, será preciso decidir rapidamente, devido aos altos custos e à logística de torcedores que já adquiriram ingressos e reservas de viagem para Los Angeles e Seattle.
Imagem: Reprodução
Impacto histórico
Se o Irã ficar fora do Mundial por razões político-diplomáticas, será a primeira vez em 22 edições da competição — realizada desde 1930 — que uma equipe classificada se ausenta em decorrência de uma guerra.
Os próximos dias serão decisivos para definir o futuro da seleção na Copa e avaliar os desdobramentos do conflito recém-iniciado no Oriente Médio.









































Adicionar comentário