Rio de Janeiro (RJ) – O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que a construção do estádio próprio do clube não deve começar enquanto as atuais condições financeiras do País permanecerem desfavoráveis.
Juros tornam obra inviável
Em entrevista à FlaTV, Bap destacou que o custo estimado do empreendimento é de R$ 3 bilhões. Com a taxa de juros em torno de 15% ao ano, o pagamento de encargos chegaria a R$ 450 milhões anuais. “Dividido por seis, são 80 milhões de euros”, calculou o dirigente, comparando o valor a “dois Paquetás” — referência à transferência do meia para o West Ham, da Inglaterra. Segundo ele, erguer o estádio nessas condições seria “um suicídio esportivo”.
Condições para retomar o plano
Bap, eleito para o triênio 2025-2027, condicionou o avanço do projeto a dois fatores: queda significativa dos juros e duplicação da capacidade financeira do clube. O Flamengo adquiriu em 2024 o terreno do Gasômetro, na zona portuária do Rio, com a intenção de iniciar a construção do zero quando o cenário permitir.
Limites do orçamento rubro-negro
O presidente explicou que o faturamento rubro-negro, de R$ 2,2 bilhões em 2023, não se traduz integralmente em lucro. O superávit do período foi de R$ 365 milhões, quantia insuficiente para cobrir sequer 70% dos juros anuais de um financiamento para o estádio. “Dinheiro não é infinito”, resumiu, indicando que o clube teria de abrir mão de outros investimentos caso priorizasse a obra agora.
Imagem: Reprodução
Objetivos dentro de campo
Enquanto aguarda um cenário econômico mais favorável, o Flamengo concentra forças no Campeonato Brasileiro. Sob o comando de Leonardo Jardim, a equipe soma 14 pontos e ocupa posição próxima à liderança, cinco pontos atrás do Palmeiras. O próximo compromisso será na quinta-feira, 2 de maio, contra o Red Bull Bragantino, no interior paulista. Em seguida, o time enfrentará o Santos em 5 de abril, no Maracanã.









































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