Bodø (Noruega) – O Bodø/Glimt bateu o Sporting por 3 a 0 no Estádio Aspmyra, em partida válida pelas oitavas de final da Champions League, e confirmou mais uma atuação dominante diante de sua torcida.
Preparação tranquila e estádio ao lado de casa
Duas horas antes do início, o estádio de 8.270 lugares ainda estava vazio. Jornalistas trabalhavam em salas de aula de uma escola particular que integra o complexo esportivo, enquanto um entregador deixava pilhas de pizzas oferecidas pelo clube.
A maior parte dos torcedores permanecia no centro de Bodø. Como o Aspmyra fica a cerca de dez minutos a pé, não havia pressa. Das quatro linhas de ônibus municipais, duas passam em frente ao estádio, mas poucos consideram o trajeto distante o suficiente para usar transporte público.
Esquenta na cervejaria local
Na fábrica da Bådin, o promotor Øystein Strømsnes organizou um pré-jogo com telão, música e consumo estimado entre 500 e 1.000 litros de cerveja. Segundo ele, disputar a primeira partida do mata-mata em casa é vantagem: “Quando construímos o resultado aqui, o adversário chega pressionado para o segundo jogo”.
O proprietário da Bådin, Andreas Myrvold, conta que o sucesso internacional do Glimt já abriu novos mercados: a cerveja da cidade passou a abastecer redes de supermercados em Londres.
Cidade vestida de amarelo
Do outro lado de Bodø, o funcionário da empresa de tecnologia Frontline, Ørjan Hansen, vestia um terno amarelo — roupa incentivada pelo escritório sempre que o time joga em casa. Quando a equipe atua fora, os colegas assistem às partidas em um pub montado dentro da própria empresa.
Meia hora antes do apito inicial, as ruas ao redor do Aspmyra ficaram tomadas. O mau tempo que dominara os dias anteriores deu lugar a um frio suportável, e crianças subiam num monte de neve em frente ao portão principal enquanto cantavam as músicas do clube.
Imagem: Reprodução
Domínio em campo e nas arquibancadas
Quando a bola rolou, o conjunto treinado por Kjetil Knutsen mostrou a compactação habitual: todos atacavam e defendiam em bloco. A cada passe, recuo ou lançamento, o estádio comemorava como se fosse lance de gol, apoio que se converteu nos três tentos marcados pelo time norueguês.
Nos minutos finais, o coro “This is Aspmyra” ecoou pelas arquibancadas, lembrando aos portugueses onde estavam. Um voluntário sintetizou o sentimento local: “É uma máquina, vai e volta no campo e ganha. Já estamos acostumados”.
Novo lar a caminho
O atual palco tem data para se despedir: está em construção uma arena com 10 mil lugares, prevista para 2028. Até lá, cada jogo decisivo pode ganhar o status de “maior da história” para um clube que segue ampliando seus próprios limites.
Com o triunfo por 3 a 0, o Bodø/Glimt leva vantagem confortável para o confronto de volta das oitavas de final da Champions League.









































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