A crescente importância das jogadas de bola parada domina as conversas na Inglaterra nesta temporada 25/26 da Premier League. O debate ganhou força graças ao Arsenal, líder do campeonato, que tem convertido escanteios em arma decisiva sob o comando do técnico espanhol Mikel Arteta.
A equipe londrina enche a pequena área adversária a cada cobrança de córner, posicionando de 12 a 16 jogadores de linha para dificultar a ação dos marcadores e restringir o movimento do goleiro. O cobrador então envia a bola ao ponto combinado, aproveitando os bloqueios dos companheiros para criar espaço para o cabeceio.
Segundo levantamento do analista Michael Caley, publicado no site Expecting Goals, a temporada 25/26 registra média de 0,77 gol por partida originado em bola parada, contra 1,79 em lances de bola rolando. O índice coloca aproximadamente três em cada dez gols na conta de jogadas ensaiadas, percentual superior ao observado em anos recentes.
O Arsenal lidera essa tendência: 24 dos seus 59 gols em 30 jogos — 41% do total — nasceram de bolas paradas. Além dos escanteios, faltas laterais e arremessos laterais longos passaram a ser utilizados com mais frequência pelos clubes da liga inglesa.
Imagem: Reprodução
A nova ênfase, porém, não agrada a todos. Arne Slot, técnico holandês do Liverpool e atual campeão inglês, declarou que “meu coração boleiro desgosta” da batalha física dentro da área. O treinador citou o Barcelona de 10 a 15 anos atrás, marcado por toques rápidos e criatividade de nomes como Messi, Xavi, Suárez, Iniesta e Neymar, para defender o futebol de bola em movimento.
Embora haja opiniões divergentes, os números indicam que o investimento em ensaios de bolas paradas cresce na elite inglesa e produz resultados imediatos em campo.









































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