A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta terça-feira (27) o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem da Série A do Campeonato Brasileiro. O programa engloba 72 profissionais — 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 responsáveis pelo VAR — que passarão a receber salário mensal, taxas por jogo e bônus ligados ao desempenho.
Contratos e remuneração
Os contratos serão firmados em fevereiro e valerão até 31 de dezembro, com vínculo de prestação de serviço, sem exigência de exclusividade. Em média, cada integrante do grupo receberá R$ 13 mil mensais, valor que pode alcançar R$ 30 mil para os árbitros centrais. Além do salário fixo, seguirão sendo pagas as quantias por partida.
Há diferenciação salarial por categoria: profissionais inscritos na Fifa terão vencimentos superiores aos que atuam apenas no quadro da CBF. A entidade não divulgou as cifras exatas por categoria.
Sistema de avaliação, bônus e rebaixamento
Um ranking interno — atualizado a cada rodada e mantido em sigilo — servirá de base para escala de jogos, bônus financeiros e movimentações de carreira. Ao fim de cada temporada, ao menos dois árbitros serão rebaixados para divisões inferiores, enquanto outros poderão ser promovidos.
Mesmo com o novo formato, a CBF seguirá afastando quem cometer erro considerado grave.
Investimento e capacitação
O projeto integra um pacote de R$ 195 milhões destinado à arbitragem até 2027, com cerca de R$ 12 milhões anuais reservados ao pagamento fixo dos juízes. Os profissionais terão rotinas semanais de treino, acompanhamento tecnológico, suporte de saúde e quatro avaliações físicas e técnicas por ano, além de imersões mensais com aulas teóricas e práticas.
Imagem: Reprodução
Critérios de escolha
A formação do quadro levou em conta a lista da Fifa e as notas de desempenho registradas nas temporadas 2024 e 2025. No Brasileirão do ano passado, 32 árbitros diferentes atuaram; agora a CBF considera que um grupo fixo de 20 centrais é suficiente, seguindo práticas de ligas internacionais.
Quadro inicial de árbitros
Árbitros centrais (20): Alex Stefano, Anderson Daronco, Bráulio Machado, Bruno Arleu, Davi Lacerda, Edina Batista, Felipe Lima, Flávio Souza, Jonathan Pinheiro, Lucas Casagrande, Lucas Torezin, Matheus Candançan, Paulo Zanovelli, Rafael Klein, Ramon Abatti Abel, Raphael Claus, Rodrigo Pereira, Savio Sampaio, Wagner Magalhães e Wilton Sampaio.
Assistentes (40): Alessandro Matos, Alex Ang, Alex Dos Santos, Alex Tomé, Andrey Freitas, Anne Kesy, Brigida Cirilo, Bruno Boschilia, Bruno Pires, Celso Silva, Cipriano Silva, Daniela Coutinho, Danilo Manis, Douglas Pagung, Eduardo Cruz, Evandro Lima, Fabrini Bevilaqua, Felipe Alan, Fernanda Kruger, Fernanda Nandrea, Francisco Bezerra, Gizeli Casaril, Guilherme Camilo, Joverton Lima, Leila Naiara, Leone Rocha, Luanderson Lima, Luiz Regazone, Maira Mastella, Michael Stanislau, Nailton Junior, Neuza Back, Rafael Alves, Rafael Trombeta, Rodrigo Correa, Schumacher Gomes, Thiaggo Labes, Thiago Farinha, Tiago Diel e Victor Imazu.
Árbitros de vídeo (12): Caio Max, Charly Wendy, Daiane Muniz, Daniel Bins, Diego Lopez, Marco Fazekas, Pablo Ramon, Rodolpho Tolski, Rodrigo Dalonso, Rodrigo Guarizo, Rodrigo Sá e Wagner Reway.
Segundo o presidente interino da CBF, Samir Xaud, a mudança é “estrutural, profunda e necessária”, alinhada a modelos adotados por grandes federações internacionais.









































Adicionar comentário