São Paulo – Em texto publicado no blog “O Mundo é uma Bola”, da Folha de S.Paulo, o jornalista Luís Curro saiu em defesa da chamada “catimba” no futebol ao comentar o pênalti desperdiçado por Memphis Depay no clássico Corinthians x Palmeiras, disputado em 8 de fevereiro de 2026, na Neo Química Arena.
O lance
Aos 12 minutos do segundo tempo, o árbitro assinalou pênalti para o Corinthians. Enquanto os jogadores se posicionavam, Andreas Pereira, camisa 8 do Palmeiras, passou a chuteira sobre a marca da cal durante alguns segundos. A ação não foi percebida pela arbitragem em campo nem pelo VAR.
Na cobrança, Depay escorregou, chutou mal e a bola saiu pela linha de fundo. O Palmeiras venceu por 1 a 0.
Repercussão
Após a partida, o atacante holandês reclamou de possível irregularidade no gramado atribuída à raspagem de Andreas. Torcedores corintianos e parte da imprensa classificaram o gesto como “trapaça”. O colunista Marcelo Bechler, também da Folha, usou esse termo em seu comentário.
Defesa da malandragem
Curro discorda. Para ele, o ato se enquadra na tradicional “catimba”, prática que, segundo o autor, “sempre acompanhou o futebol”. O jornalista lembra que:
- Provocações verbais não discriminatórias são toleradas;
- Jogadores costumam cuspir na bola antes de pênaltis rivais ou chutar a bandeirinha após gols;
- Pressionar o árbitro e dribles como o “foquinha”, famoso há duas décadas com Kerlon, integram o folclore do esporte.
O texto ressalta que a atitude é passível de cartão amarelo por conduta antidesportiva caso seja vista pelo juiz e, em caso de segundo amarelo, resulta em expulsão.
Histórico entre os jogadores
Curro recorda que, na final da Libertadores de 2021, Andreas – então no Flamengo – perdeu a bola que originou o gol de Deyverson e o título alviverde, episódio que rendeu ao meia a pecha de vilão rubro-negro. Hoje, o brasileiro veste a camisa do Palmeiras.
Imagem: Reprodução
O colunista também menciona que, no Campeonato Paulista de 2025, Depay “subiu na bola” em lance de efeito contra o próprio Palmeiras, provocação que foi celebrada por torcedores corintianos e criticada pelos rivais.
Declaração de Andreas
Depois do clássico, Andreas afirmou que, ao passar a chuteira sobre o local da cobrança, tentava apenas remover lama da sola.
Para Curro, contudo, independentemente de intenções ou preferências clubísticas, ações como a do meio-campista fazem parte da cultura do futebol e “dão graça” a um jogo que, na avaliação dele, já sofre interrupções excessivas com o uso do VAR.
O confronto terminou sem punições disciplinares relacionadas ao lance.









































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