A Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube encerrou a fase de oitivas e coleta de documentos no processo que pode resultar na exclusão de Márcio Araújo Carlomagno do quadro associativo.
A representação, protocolada por conselheiros em dezembro de 2025, menciona um áudio que indicaria um esquema irregular de comercialização do camarote 3A no Morumbis. O material aponta condutas consideradas inadmissíveis e possivelmente criminosas, além de indícios de enriquecimento pessoal a partir de espaço institucional do clube.
O documento cita trechos da conversa em que o nome de Carlomagno aparece, com questionamentos sobre eventuais ações judiciais e potenciais impactos para outras pessoas envolvidas. Segundo os autores, isso indicaria, no mínimo, ciência prévia dos fatos por parte do ex-dirigente.
Em declarações anteriores, Carlomagno sustentou que a cessão do camarote ocorreu de forma institucional, negou ter recebido valores e afirmou ter determinado abertura de sindicância assim que soube da comercialização. A representação aponta, contudo, supostas contradições e omissão na adoção de medidas imediatas.
Imagem: Reprodução
Carlomagno deixou o cargo de superintendente geral em janeiro de 2026, mesma data em que o então presidente renunciou. No acordo de desligamento, recebeu R$ 500 mil à vista.
Concluída a fase de instrução, a Comissão de Ética analisará se os fatos justificam a penalidade máxima prevista no Estatuto social: a exclusão do ex-CEO do quadro de sócios. O veredito deve ser divulgado em até três semanas. Até o momento, Carlomagno não se pronunciou publicamente sobre o andamento do processo.









































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