Com o término dos confrontos de repescagem na terça-feira (31), a Copa do Mundo de 2026 passou a ter todas as suas vagas preenchidas e a tabela dos 72 jogos da fase de grupos definida. As partidas ocorrerão nos Estados Unidos, no México e no Canadá entre 11 de junho e 19 de julho, com a final marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, próximo a Nova Jersey e Nova York.
Primeira edição com 48 participantes
Esta será a 23ª edição do torneio e a primeira disputada por 48 seleções — o formato anterior, vigente de 1998 a 2022, reunia 32 equipes. A ampliação abriu espaço para países de tradição modesta no futebol e garantiu quatro estreantes: Jordânia e Uzbequistão (Ásia), Cabo Verde (África) e Curaçao (Caribe).
Repescagem devolve antigos participantes
As últimas vagas ficaram com República Democrática do Congo e Iraque, vencedores da repescagem mundial. O Congo, que jogou sua única Copa em 1974 ainda como Zaire, volta após meio século. O Iraque participou apenas em 1986, sob comando do técnico brasileiro Evaristo de Macedo.
Distribuição de vagas por continente
O novo formato reservou os lugares assim: Europa, 16; África, 9; Ásia, 8; América do Norte, Central e Caribe, 6; América do Sul, 6; Oceania, 1, além de duas posições vindas da repescagem.
Ausência notória
Mesmo com mais oportunidades, a tetracampeã Itália voltou a fracassar. Segunda colocada em seu grupo europeu — liderado pela Noruega —, a equipe precisou da repescagem continental: eliminou a Irlanda do Norte, mas caiu nos pênaltis diante da Bósnia. É o terceiro Mundial consecutivo sem os italianos, algo inédito entre as seleções que já conquistaram a taça. “Peço desculpas”, declarou o técnico Gennaro Gattuso, campeão como jogador em 2006.
Favoritos nas casas de aposta
Segundo as principais plataformas de apostas, Espanha, França e a atual campeã Argentina largam como favoritas ao título.
Situação do Brasil
A preparação brasileira foi marcada por turbulência administrativa na CBF, que trocou Ednaldo Rodrigues por Samir Xaud, e por sucessivas mudanças no comando técnico. Após passagens de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior, Carlo Ancelotti assumiu e será o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção em Copas.
Desde maio do ano passado, o time soma cinco vitórias, dois empates e três derrotas. O revés mais recente, 2 a 1 para a França — que atuou com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo —, foi seguido pelo triunfo por 3 a 1 sobre a Croácia. Ancelotti mantém discurso otimista: “Estamos no caminho correto”.
Imagem: Reprodução
O prestígio do treinador tem sustentado a ausência de Neymar, 34, fora de todas as convocações desde sua chegada. A lista final de 26 nomes será divulgada em 18 de maio, e a presença do camisa 10 das três últimas Copas é considerada improvável.
Irmãos em campo ou fora?
A participação do Irã ainda desperta dúvidas. O país, alvo de ataques dos Estados Unidos desde fevereiro, tem dois jogos previstos em Inglewood (região de Los Angeles) e um em Seattle. Mehdi Tah, presidente da FFIRI, chegou a anunciar boicote aos EUA, não ao torneio, e tentou transferir as partidas para o México — pedido negado pela Fifa.
Donald Trump, homenageado por Gianni Infantino em dezembro com o “Prêmio da Paz da Fifa”, adotou tom contraditório: afirmou que a seleção iraniana é “bem-vinda”, mas questionou sua participação por questões de segurança. Infantino, por sua vez, garantiu: “O Irã estará na Copa do Mundo”. O dirigente assistiu em Antalya, na Turquia, à goleada iraniana por 5 a 0 sobre a Costa Rica e conversou com jogadores e cartolas.
Contexto global
Conflitos em diferentes regiões, como Palestina e Ucrânia, não impedirão manifestações nos estádios norte-americanos, embora as duas seleções estejam ausentes do Mundial.
Com o quadro completo, as 48 equipes agora ajustam a preparação para a maior Copa do Mundo da história até aqui.









































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