São Paulo, 17 de fevereiro de 2026 – 09h15 (BRT) – O Corinthians e o empresário André Cury, representante do atacante Yuri Alberto, abriram mais um capítulo na disputa que mantêm nos tribunais. O embate gira em torno do Regime de Centralização de Execuções (RCE), instrumento aprovado para concentrar e organizar o pagamento das dívidas alvinegras.
Contestação ao plano homologado
Depois de o plano do RCE ter sido homologado pela Justiça, a defesa de Cury apresentou petição em que classifica o documento como “omisso, inconsistente, imprestável e desconexo da realidade”. Assinada pela advogada Adriana Cury, a peça sustenta que a lista de credores entregue pelo Corinthians contém falhas, inclusive:
• inclusão de processos ainda em fase de conhecimento;
• créditos duplicados;
• valores considerados incompatíveis.
Segundo o agente, autorizar pagamentos com base nesses dados pode provocar prejuízos na distribuição dos recursos. A petição pede a suspensão imediata do início dos repasses e a revisão completa da relação de credores.
Percentual maior de receitas
O empresário também solicita que o percentual das receitas corintianas destinado ao pagamento das dívidas suba para, no mínimo, 20%. O plano homologado prevê porcentuais menores nos primeiros anos, ponto que se tornou um dos focos centrais da divergência.
Resposta do clube
Nos autos, o Corinthians manifestou incômodo com a iniciativa, classificando a postura de Cury como “resistência e inconformismo”. O clube argumenta que:
Imagem: Reprodução
• a lista de credores é mantida por administrador judicial e segue exigências legais;
• há fiscalização sobre as informações apresentadas;
• parte significativa das receitas já está comprometida com dívidas.
A diretoria corintiana ainda ironizou o pedido de suspensão dos pagamentos, afirmando que a medida prejudicaria o próprio empresário, que tem mais de R$ 40 milhões registrados no RCE.
Conflito de longa data
A disputa entre Corinthians e André Cury se estende desde 2024 e envolve valores expressivos. Enquanto o agente busca garantir o recebimento de seus créditos, o clube contabiliza perdas prováveis que superam R$ 700 milhões em diferentes processos.
Com o novo questionamento, o caso volta a movimentar os bastidores do Parque São Jorge e deve seguir sob análise judicial nos próximos meses.









































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