No início de 2026, o São Paulo Futebol Clube vive uma das maiores crises de sua história. Denúncias de movimentações financeiras atípicas, má gestão de recursos e a comercialização ilegal de camarotes no estádio do Morumbi levaram a um processo de impeachment contra o presidente Julio Casares, afastado pelo Conselho Deliberativo e, em seguida, renunciante.
A turbulência administrativa soma-se aos problemas esportivos que se intensificaram no fim de 2025, quando o departamento de futebol passou por mudanças significativas. Comandados por um grupo de gestores provisórios, jogadores convivem com incertezas sobre pagamentos de direitos de imagem, premiações e eventuais renovações contratuais.
A falta de definições afeta o ambiente interno. Reuniões de planejamento são adiadas, negociações ficam paralisadas e a instabilidade atinge o elenco, que teme novos atrasos e questiona quem guiará o clube durante a transição. O cenário também aumenta a pressão da torcida, que já se mostra impaciente com resultados em campo.
Casos semelhantes fora do Brasil
Cenários parecidos ocorreram em grandes clubes europeus. Na temporada 2022/2023, a Juventus perdeu dez pontos na Série A por irregularidades contábeis, provocando a saída do presidente Andrea Agnelli e eliminando a equipe da disputa por vagas em competições continentais.
Imagem: Reprodução
Na Espanha, o Barcelona enfrentou grave crise financeira na gestão de Josep Bartomeu, que renunciou em 2020. A situação culminou, em 2021, com a saída de Lionel Messi, impedido de renovar por descumprimento do fair play financeiro.
Com nova direção, o São Paulo tenta conter os danos e reorganizar o futebol para afastar o risco de resultados ainda piores dentro de campo.









































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