O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, detalhou em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN, os motivos que levaram o clube a abrir mão da Copa do Nordeste em 2026 e a visão do Grupo City sobre as competições regionais.
Ausência na Copa do Nordeste
Santoro classificou a decisão da CBF de excluir clubes envolvidos em torneios internacionais dos campeonatos regionais como “lamentável” do ponto de vista esportivo, mas afirmou que, diante do calendário, a medida é compreensível. Segundo o dirigente, a disputa simultânea da Série A, da Libertadores – incluindo fases preliminares já em março – e do Nordestão tornaria inviável manter o elenco descansado.
“Em 2025 fomos penalizados por não ter janelas de descanso; jogamos a final da Copa do Nordeste em plena Data FIFA e corremos mais risco de lesões”, recordou. Para 2026, ele diz que o clube priorizará a competição nacional e a continental: “A partir do momento em que a Copa do Nordeste vai para março, conflitando com Brasileiro e Libertadores, deixa de fazer sentido”.
Visão sobre o Campeonato Baiano
O dirigente também comentou a percepção do Grupo City acerca do Baianão. De acordo com Santoro, além do choque cultural com as longas distâncias para partidas no interior, a competição é considerada deficitária financeiramente. “Há deslocamentos de ônibus por oito horas ou voos para Ilhéus que oneram o orçamento. Foi um aprendizado para eles entenderem essa logística”, afirmou.
Imagem: Reprodução
Clássicos e torcida
Apesar das críticas, Santoro reconheceu a importância dos confrontos regionais para a torcida. Ele ressaltou, porém, que o planejamento não pode se basear somente na emoção: “O torcedor quer vencer o rival em qualquer lugar, mas precisamos tomar decisões que não prejudiquem o rendimento físico ao longo do ano”.
Com liderança no Estadual e clássico marcado para domingo (25), o Bahia deverá ir a campo com formação mesclada, seguindo o cronograma traçado pela comissão técnica de Rogério Ceni.








































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