A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou neste sábado, 14 de março, a suspensão dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que ocorreriam em abril, devido à escalada da guerra no Oriente Médio.
De acordo com o comunicado, as provas não serão realocadas para outras datas no próximo mês. Fontes próximas às discussões afirmam que o reagendamento para o fim da temporada também é improvável por motivos logísticos e de clima, o que pode reduzir o calendário de 24 para 22 corridas.
Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, classificou a medida como “difícil, porém necessária diante da situação atual na região”.
Etapas afetadas
• O circuito de Sakhir, no deserto do Bahrein, receberia a quarta etapa do campeonato em 12 de abril.
• A pista urbana de Jeddah, na Arábia Saudita, sediaria a prova seguinte, no fim de semana posterior.
• Ambas as corridas seriam realizadas à noite, sob iluminação artificial.
Contexto de segurança
O conflito envolve ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que respondeu com drones e mísseis lançados contra várias capitais da região, incluindo Manama, capital do Bahrein. Aeroportos locais, entre eles o de Manama, foram fechados, e Teerã ameaçou interromper o tráfego no Estreito de Ormuz.
O prazo para o envio de equipamentos ao Bahrein expiraria em 20 de março. A categoria encontra-se atualmente em Xangai, na China, e segue para o Japão em 29 de março, antes da etapa de Miami em 3 de maio.
Outras categorias
As provas de Fórmula 2, Fórmula 3 e da F1 Academy, vinculadas às etapas do Oriente Médio, também foram canceladas.
Imagem: Reprodução
Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, declarou que a prioridade é “a segurança e o bem-estar da comunidade do automobilismo” e expressou esperança na retomada de estabilidade na região.
Impacto financeiro
As taxas de hospedagem pagas pelos dois países são fundamentais para a receita da Fórmula 1. O Bahrein desembolsa cerca de US$ 45 milhões anuais, enquanto a Arábia Saudita paga valor provavelmente superior. O GP bahreinita já havia sido cancelado em 2011, durante um período de instabilidade interna. Em 2022, o evento de Jeddah esteve em risco após ataques com mísseis, mas foi mantido após garantias de segurança.
Além das taxas, os dois países têm participação financeira direta na categoria: o fundo soberano Mumtalakat, do Bahrein, controla a equipe McLaren, e a petrolífera saudita Aramco é patrocinadora principal da Aston Martin.
Com a suspensão, abril permanecerá sem provas no calendário oficial da Fórmula 1.









































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