O meia Gerson, atualmente no Cruzeiro, apresentou defesa na ação em que o Flamengo lhe cobra R$ 42,7 milhões. No documento protocolado na Justiça, o jogador e a FGM Sports – empresa administrada por seu pai e agente, Marcão – afirmam que o clube agiu com má-fé e motivado por “sede de vingança”.
Contraponto à cobrança rubro-negra
O processo movido pelo Flamengo sustenta que Gerson pediu demissão e rompeu o contrato de forma unilateral ao se transferir para o Zenit, em 2022. Já a defesa do atleta argumenta que a cláusula 6.2 foi plenamente cumprida, pois o time russo quitou integralmente a multa rescisória prevista, encerrando o vínculo sem gerar penalidades adicionais.
“Quando a multa é paga, o contrato é cumprido, e não inadimplido”, diz a petição, que também acusa o clube de violar direitos trabalhistas “irrenunciáveis”.
Acusação de orientação para pedir demissão
Os advogados afirmam que o pedido de demissão não foi espontâneo, mas feito sob orientação do próprio Flamengo. Caso a alegação seja confirmada, a defesa sustenta que a narrativa rubro-negra perde consistência e revela, segundo eles, a existência de dolo – intenção deliberada de prejudicar o atleta.
Dívida apontada e silêncio público
Gerson cobra do Flamengo R$ 6,3 milhões referentes a luvas que, segundo ele, não foram pagas. O documento também lista seis irregularidades atribuídas ao clube na condução do contrato.
Imagem: Reprodução
Apesar da repercussão, o jogador tem evitado manifestações públicas. A defesa lembrou uma frase recente do meia: “No momento certo contarei umas verdades”.
Com versões tão distintas, o caso prossegue na Justiça, que definirá se a cobrança de R$ 42,7 milhões procede ou se a tese de má-fé e dívida de luvas apresentada por Gerson prevalecerá.









































Adicionar comentário