A ilha de Malta passou a integrar a rede internacional do Caminho de Santiago com a criação do Caminho Maltês, trajeto inicial de 34 quilômetros que começa na Gruta de São Paulo, em Rabat, e segue até o Forte de Santo Ângelo, em Birgu. A partir desse ponto, o peregrino cruza o porto até Valletta e embarca em uma balsa rumo à Sicília. No total, a rota até a catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, soma aproximadamente 3.600 quilômetros.
Como funciona o novo percurso
• Partida: Gruta de São Paulo, local onde o apóstolo teria se refugiado após um naufrágio em 60 d.C.;
• Trecho terrestre em Malta: Rabat – Zejtun – Forte de Santo Ângelo (Birgu);
• Cruzeiros marítimos: duas travessias oficiais de balsa, de Valletta para a Sicília e, depois, da Sardenha para o continente europeu;
• Conexões: Barcelona (Caminho Catalão) até o Caminho Francês, rota mais procurada pelos peregrinos.
Requisitos para a compostela
Segundo a tradição, o peregrino precisa percorrer pelo menos 100 quilômetros a pé ou 200 quilômetros a cavalo ou de bicicleta para receber o certificado conhecido como compostela. No segmento maltês, é possível coletar até seis carimbos no Passaporte do Peregrino, documento usado para comprovar o caminho realizado até Santiago.
Características do terreno
De acordo com Jean Pierre Fava, gestor da Malta Faith Tourism, a altimetria do trecho na ilha não ultrapassa 100 metros e grande parte da caminhada ocorre em vias asfaltadas, com poucos trechos de terra, o que facilita o deslocamento.
Imagem: Reprodução
Antecedentes e curiosidades
O Caminho Maltês não é a primeira rota a exigir travessias marítimas. Há registros de um itinerário associado ao apóstolo Tiago que sai de Jerusalém, percorre 8.500 quilômetros, passa por 19 países e dois continentes antes de chegar a Santiago. Na entrada do Forte de Santo Ângelo, em Birgu, uma placa já indica a direção da Galícia, reforçando o elo com o destino final na Espanha.









































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