São Paulo — O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou que as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026 terão todos os ingressos vendidos, mesmo com bilhetes ainda disponíveis para o torneio marcado de 11 de junho a 19 de julho.
Em entrevista à emissora CNBC na quarta-feira (18), concedida no resort Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, o dirigente informou que o processo de venda recebeu 508 milhões de solicitações em quatro semanas, originárias de mais de 200 países, para aproximadamente sete milhões de entradas ofertadas.
Demanda sem precedentes
“Nunca vimos nada parecido”, afirmou Infantino, ressaltando que a forte procura garante estádio cheio em todas as partidas. A edição de 2026, primeira com 48 seleções, será disputada em 16 cidades de Estados Unidos, México e Canadá, tendo o MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey), como palco da final.
Preço dos ingressos sob críticas
Associações de torcedores apontam valores elevados, situação que, segundo Infantino, é influenciada pelos grandes centros escolhidos como sedes. O dirigente também atribuiu o aumento de preços aos sites de revenda que aplicam “precificação dinâmica”.
Uma reportagem do Straits Times encontrou ingressos de Categoria 3 para o jogo de abertura, entre México e África do Sul, ofertados a US$ 5.324 (R$ 27.684) no mercado secundário — o preço original era de US$ 895 (R$ 4.654). Para a final de 19 de julho, a mesma categoria, vendida inicialmente a US$ 3.450 (R$ 17.940), apareceu anunciada por US$ 143.750 (R$ 747,5 mil) em 11 de fevereiro.
Imagem: Reprodução
Ingressos populares e comparativo histórico
Em dezembro, a Fifa criou uma “categoria especial” de bilhetes a US$ 60 (R$ 312), destinada às federações nacionais para distribuição a torcedores considerados fiéis. Na última Copa realizada nos Estados Unidos, em 1994, os valores variavam de US$ 25 (R$ 130) a US$ 475 (R$ 2.470). No Catar, em 2022, os preços oficiais ficaram entre US$ 70 (R$ 364) e US$ 1.600 (R$ 8.320).
Impacto financeiro projetado
Infantino estimou que o torneio renderá US$ 11 bilhões (R$ 57,2 bilhões) à Fifa, montante que, afirmou, será reinvestido nos 211 países filiados. Para os Estados Unidos, o impacto econômico previsto é de cerca de US$ 30 bilhões (R$ 156 bilhões) em turismo, alimentação, segurança e outras áreas, com expectativa de atrair entre 20 e 30 milhões de visitantes e criar 185 mil empregos permanentes.









































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