A seleção italiana está fora da Copa do Mundo de 2026. A eliminação veio em 31 de março de 2026, após derrota para a Bósnia nos pênaltis durante os playoffs europeus. Esposito, Palestra e Spinazzola, que desperdiçaram cobranças decisivas, saíram de campo abatidos, cenário que se repete desde 2018.
É a terceira edição seguida do Mundial sem a Azzurra. Em 2018, a ausência foi tratada como choque; em 2022, como surpresa negativa que não deveria se repetir. Agora, parte da torcida admite responsabilidade interna. “Se ficamos fora de três Copas, a culpa é nossa”, resumiu um torcedor italiano ouvido após a partida.
Motivos apontados
Desde o título de 2006, a Itália coleciona problemas dentro e fora de campo. Entre as explicações mais citadas estão:
- mais de dois terços dos atletas da Série A serem estrangeiros;
- pouco investimento nas divisões de base;
- estádios antigos, que limitam receitas comerciais;
- risco de perder a coorganização da Eurocopa-2032 com a Turquia por falta de arenas no padrão exigido pela Uefa;
- queda no sentimento de identidade nacional ligado ao esporte.
Reformas que não avançaram
Após o fracasso na Copa de 2010—quando terminou em último no grupo contra Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia—Arrigo Sacchi foi nomeado coordenador das categorias de base da federação, e Roberto Baggio assumiu o setor técnico. Sacchi exigiu mais espaço para jovens nos clubes. Baggio elaborou o plano “Renovando o Futuro”, com 900 páginas de propostas para formação de talentos e novos métodos de treino.
Um ano depois, Baggio se demitiu alegando que o projeto fora “enterrado”. Sacchi saiu no ano seguinte, citando estresse e pedindo autocrítica ao futebol nacional.
Imagem: Reprodução
Mudanças no comando
A Federação Italiana de Futebol (FIGC) também sofre com instabilidade. O presidente renunciou após a não classificação para o Mundial de 2018. Gabriele Gravina, que assumiu em seguida, permaneceu mesmo depois do fracasso de 2022, mas entregou o cargo dias após a queda para a Bósnia.
Dentro de campo, a equipe nas Eliminatórias foi dirigida por Gennaro Gattuso, campeão mundial em 2006, mas sem histórico expressivo como treinador. O desempenho insuficiente impediu a classificação mesmo com o Mundial ampliado para 48 seleções.
Doze anos após o pedido inicial de Sacchi por mudanças estruturais, a Itália volta a encarar a necessidade de uma ampla reforma para reencontrar o caminho das Copas.









































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