Rio de Janeiro, terça-feira (31) – O empresário John Textor, acionista majoritário da SAF do Botafogo, respondeu à ESPN e rebateu questionamentos sobre a gestão financeira do clube, comparando a situação alvinegra à do Vasco da Gama, controlado pela 777 Partners.
“Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo”, declarou Textor. Segundo ele, a Eagle Holding, empresa que administra o futebol botafoguense, executa “decisões de gestão de caixa” que, de acordo com o dirigente, já resultaram em “dois campeonatos” para o clube.
Mais recursos que o exigido
O investidor afirmou que a SAF alvinegra aportou “mais recursos do que jamais foi exigido” pelo contrato firmado com o Botafogo e ressaltou que esses pagamentos foram feitos “antes do prazo”.
Cobranças ao clube social
Textor destacou que nunca recebeu notificação do clube social apontando descumprimento de obrigações: “Estamos em total conformidade com o nosso acordo e esperamos que o clube social retorne ao papel de acionista apoiador”.
Em tom crítico, ele atribuiu parte das pressões a “certos membros” da diretoria estatutária:
“Eles nos criticam na imprensa dizendo que não temos dinheiro suficiente, mas se recusam a assinar documentos que permitiriam trazer financiamento saudável.”
Imagem: Reprodução
Bloqueio de receitas
O empresário relatou ainda que esses mesmos dirigentes teriam recorrido à Justiça para bloquear cerca de R$ 34 milhões provenientes de transferências de jogadores. “Como podem bloquear receitas e depois reclamar que não temos dinheiro suficiente?”, questionou.
Apoio interno e prazo questionado
Apesar das divergências, Textor disse acreditar contar com “muitos apoiadores” dentro do clube social e pretende explicar a situação “nos próximos dias e semanas”. Ele criticou a intenção de alguns conselheiros de esperar 30 dias antes de deliberar sobre novos aportes: “Por que esperar? Eles deveriam assinar os documentos de que precisamos para trazer capital. Neste momento, o clube social faz parte do problema. Eles deveriam fazer parte da solução”.
As declarações ocorrem em meio à cobrança de torcedores e conselheiros por maior transparência na SAF e à comparação com o imbróglio enfrentado pelo Vasco da Gama junto à 777 Partners.








































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