O técnico Luís Castro interrompeu a comemoração da vitória do Grêmio por 2 a 0 sobre o Vitória-BA, na última quinta-feira, para confortar os jogadores depois da séria lesão sofrida pelo lateral Marlon, válida pela sétima rodada do Brasileirão.
Visivelmente abalado, o treinador entrou em campo logo após o atendimento médico ao atleta e reuniu o grupo. Na entrevista coletiva, concedida ainda na Arena do Grêmio, Castro explicou o motivo da conversa.
“Pedi que eles honrassem o companheiro”, revelou. “Há momentos que ficam marcados. Ver alguém cair a poucos metros de distância e não poder continuar é duro. A melhor forma de homenageá-lo é manter o máximo de dedicação, porque o futebol é aquilo que ele mais gosta de fazer.”
O português ressaltou que a preocupação principal é humana, não apenas esportiva. “Antes de qualquer profissão existe uma pessoa. O problema não é ficar sem o Marlon pelo tempo necessário; nós vamos esperá-lo. O difícil é ver um atleta impedido de exercer o que ama”, afirmou.
Castro também fez um alerta sobre a postura da sociedade diante de situações extremas. Para ele, a saúde costuma ser citada como prioridade, mas nem sempre é tratada dessa forma no cotidiano. “Vivemos num mundo que quer vender sangue. Quando algo assim acontece, lembramos que a vida deve ser vivida de outra maneira”, completou.
Imagem: Reprodução
A lesão deve afastar Marlon por um longo período, o que levou a questionamentos sobre reposição no elenco. Perguntado sobre eventual contratação, o vice-presidente de futebol Antônio Dutra Jr. respondeu de forma ríspida e evitou detalhar planos.
Atualizada em 20/03/2026 – 15h50 (de Brasília)









































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