O Ministério Público do Ceará (MP-CE) abriu investigação para apurar a origem de mensagens atribuídas a uma facção criminosa que teria determinado o fim das brigas entre torcidas organizadas de Ceará e Fortaleza. As publicações começaram a circular nas redes sociais horas depois do primeiro Clássico-Rei da temporada, disputado no último domingo, 8 de fevereiro, na Arena Castelão.
Segundo o MP-CE, a confirmação da apuração ocorreu nesta terça-feira (10). A Promotoria não detalhou os procedimentos em andamento para não prejudicar as investigações.
Brigas e prisões
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que 357 pessoas foram detidas após os confrontos de domingo — 241 adultos e 116 adolescentes. A partida pelo Campeonato Cearense terminou empatada em 0 a 0.
De acordo com a SSPDS-CE, as confusões aconteceram em pontos escolhidos estrategicamente por ficarem longe do estádio, numa tentativa de evitar a presença policial.
Conteúdo das mensagens
Nos chamados “salves”, atribuídos ao Comando Vermelho, consta a orientação de que “briga de torcida está totalmente brecado dentro do estado”, sob o argumento de que os confrontos intensificariam a atuação da polícia nas comunidades.
A Polícia Civil analisa todas as informações recebidas e conta com o apoio de setores de Inteligência na apuração.
Imagem: Reprodução
Consequências nas organizadas
Após a divulgação das mensagens, os presidentes da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) e da Cearamor anunciaram, por meio de vídeos, a renúncia aos respectivos cargos. A Cearamor também divulgou nota lamentando os episódios de violência.
Outra organizada, a Mofi Serrinha, comunicou a suspensão de suas atividades por tempo indeterminado.
O avanço de facções criminosas no estado já vinha motivando ações de segurança mais rigorosas, cenário que agora se soma à investigação sobre a possível influência dessas organizações nos conflitos entre torcedores.









































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