Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2026 – O Botafogo ainda não conseguiu reverter o transfer ban imposto pela Fifa há pouco mais de um mês. O clube tenta convencer a Major League Soccer (MLS) a aceitar um novo plano de pagamento dos US$ 21 milhões (cerca de R$ 114 milhões) devidos ao Atlanta United pela contratação de Thiago Almada, fechada em 2024.
Negociação inclui a liga e outras franquias
A MLS atua como uma entidade única, na qual todas as franquias compartilham receitas e impactos financeiros. Por isso, além do Atlanta United, dirigentes da liga e um conselho com representantes de outros clubes participam das conversas.
Nas primeiras reuniões, o Botafogo propôs quitar a dívida em parcelas mais longas. A liga, porém, apresentou duas alternativas: pagamento integral imediato ou 50% de entrada com o restante quitado em até 12 meses. As exigências estão acima do que o clube carioca considera viável.
Impacto no planejamento esportivo
Enquanto o impasse persiste, o transfer ban impede o registro de novos atletas. O CEO Thairo Arruda conduz as negociações, e o acionista John Textor autorizou que o departamento de futebol siga observando o mercado e até acerte contratações, apesar da impossibilidade de inscrição.
Jogadores como o meia Cristian Medina, do Estudiantes, aguardam definição. O zagueiro Ythallo e o atacante Lucas Villalba já têm acordos firmados, treinam com o elenco, mas também não podem ser registrados.
Imagem: Reprodução
Internamente, a direção alvinegra trabalha para resolver a pendência antes da estreia no Campeonato Brasileiro, prevista para o fim de janeiro. Nos bastidores da MLS, entretanto, há descrença quanto a uma flexibilização maior nos termos do acordo.
Até que um consenso seja alcançado, o planejamento do Botafogo segue condicionado à resolução do caso Thiago Almada.









































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