A Polícia Civil apreendeu R$ 28 mil em dinheiro vivo, vasta documentação e um computador na residência de Mara Suely Soares de Melo Casares na manhã desta quarta-feira (21). A ação faz parte da investigação sobre suposto esquema de venda irregular de camarotes no Morumbis, estádio do São Paulo Futebol Clube.
Mara, ex-esposa de Julio Casares — que renunciou nesta quarta à presidência do clube —, foi alvo de um dos quatro mandados de busca e apreensão cumpridos na capital paulista. Também foram visitados endereços ligados a Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base, e a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária no esquema.
Nas diligências, os policiais recolheram quantias em dinheiro, anotações e outros documentos considerados relevantes para o inquérito.
Posicionamentos das defesas
Em nota, os advogados de Mara Casares afirmaram que ela foi “surpreendida” pela medida e que permanece à disposição das autoridades para esclarecer os fatos. A defesa sustenta que a conduta da ex-dirigente é “lisa e será comprovada durante a investigação”.
Schwartzmann não estava em casa; segundo a polícia, ele se encontra fora do país. Seus filhos receberam os agentes. Os representantes legais do dirigente criticaram o mandado, alegando que a viagem havia sido comunicada previamente e classificaram a busca como “inócua” e destinada apenas a constrangê-lo.
Rita Adriana também não foi localizada. Familiares informaram que ela reside em outro endereço, onde a polícia apreendeu anotações relacionadas ao caso.
Imagem: Reprodução
Situação no clube
O São Paulo declarou ser “vítima” do esquema investigado e afirmou que colaborará com as autoridades. Na última sexta-feira (16), o Conselho Deliberativo aprovou o afastamento de Julio Casares. Durante o processo que seria submetido aos sócios, o dirigente decidiu renunciar. O vice Harry Massis Junior, 80, assumiu interinamente até o término do mandato, em dezembro.
O pedido de destituição, protocolado em 23 de dezembro, baseia-se na suspeita de uso irregular de camarotes do estádio durante shows. Áudios divulgados pelo site ge.com indicariam a comercialização clandestina de ingressos destinados à presidência em dias de eventos musicais. Após a revelação do material, Mara Casares e Douglas Schwartzmann se afastaram de seus cargos.
A investigação prossegue na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, que apura detalhes do suposto esquema.









































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