A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (21) contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, integrantes do grupo próximo ao presidente afastado do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, que responde a processo de impeachment.
Mara, ex-esposa de Julio e mãe de dois filhos do dirigente, era diretora de futebol feminino, cultura e eventos. Douglas ocupava o posto de diretor-adjunto das categorias de base. Ambos já haviam pedido afastamento após surgirem suspeitas de participação em um esquema de venda irregular de camarotes no estádio do Morumbi.
Buscas e apreensões
Na residência de Mara, os policiais recolheram R$ 20 mil em espécie, documentos e uma CPU. A defesa da conselheira afirmou, em nota, que ela “sempre se colocou à disposição da autoridade policial” e que a medida seria “desnecessária e inócua”.
Outro mandado foi executado no endereço de Douglas. Ele estava fora do país, fato previamente comunicado aos investigadores, segundo seus advogados, que classificaram a ação como “constrangimento” e “medida inócua”.
Carreira no clube
Eleita para o Conselho Deliberativo em 2023 com 936 votos — recorde de apoio —, Mara era apontada por aliados como possível candidata à presidência do São Paulo. Em áudios divulgados pelo site ge.com, ela demonstra preocupação de que a investigação prejudique seus planos políticos. Advogada e professora de Direito, nega qualquer irregularidade.
Imagem: Reprodução
Douglas tem longa trajetória na diretoria tricolor: foi diretor de comunicação (2014), vice-presidente de Marketing e Comunicação (2015) e secretário-geral, cargo do qual se afastou em 2021, quando virou alvo do Ministério Público. Em 2022, foi absolvido pela Justiça. Atualmente, é sócio-gerente da DDS Consultoria e diz nunca ter negociado camarotes ou ingressos.
Contexto político
Na sexta-feira (16), o Conselho Deliberativo aprovou o afastamento de Julio Casares: 188 votos a favor, 45 contra e 2 em branco. O vice-presidente Harry Massis Junior, 80 anos, assumiu interinamente até que os sócios deliberem sobre o impeachment definitivo.
A operação desta quarta-feira é parte do inquérito que apura a venda clandestina de camarotes e ingressos para shows no Morumbi, pivô dos escândalos que enfraqueceram politicamente a atual gestão do clube.









































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