São Paulo – O jornalista Gustavo Luiz, da Folha, saiu em defesa da convocação de Neymar, 34, para a seleção brasileira após ser classificado pelo professor e escritor Idelber Avelar como integrante de um “circo demencial” favorável ao atacante do Santos.
Avelar, autor de livros sobre política, afirmou que os partidários do camisa 10 não apresentam “números” que justifiquem seu retorno ao time nacional. Gustavo Luiz reconheceu a ausência de estatísticas sólidas, mas argumentou que o futebol frequentemente desafia métricas tradicionais e exaltou o impacto cultural do jogador.
Argumentos do repórter
• Para Gustavo, a análise deve ir além de gols e assistências. Neymar soma mais de 450 gols na carreira, superior aos 345 marcados por Diego Maradona, mas o repórter considera que comparações puramente numéricas “seriam um ultraje”.
• Ele cita jovens atletas europeus, como Rayan Cherki, 22, do Manchester City, e Lamine Yamal, 18, do Barcelona, para defender o valor “lúdico” do esporte, acima das planilhas estatísticas.
• O jornalista recorre ainda a referências culturais: lembra que o historiador Luiz Antônio Simas apontou Pelé e Garrincha como símbolos de um Brasil que “funcionava como nação” e que o rapper Mano Brown vê paralelos entre a trajetória de Neymar e movimentos estéticos e políticos da população negra no século 21.
Imagem: Reprodução
Críticas ao processo de seleção
Gustavo Luiz questiona a lista de atletas observados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, destacando que alguns nomes são reservas em seus clubes e podem não suportar a intensidade do “futebol moderno”. Segundo ele, a presença de Neymar abriria “um caminho afrofuturista” para a equipe, influência já reconhecida por Vinícius Júnior, Raphinha e outros jogadores.
Contexto atual de Neymar
• Idade: 34 anos
• Clube: Santos
• Último registro fotográfico citado: 15.fev.26, contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro
• Gols pela carreira: mais de 450
• Comparações evitadas: títulos de Copa, Olimpíadas, cartões ou estatísticas situacionais
O jornalista conclui que, mesmo que a presença do atacante não assegure vitórias, sua convocação representa respeito ao legado de Pelé e Garrincha e reforça a autoestima de torcedores que se identificam com Neymar desde o início de sua carreira.









































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